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Repórteres LGBT e negros não são chamados para festa na Casa Branca

Jornalista do veículo de mídia LGBTQ do país afirma que o fato de não ter sido chamado para o evento é consistente com a política do governo
Fonte: Noticias ao Minuto | Editor: Redação 05/12/2017 09:05
Casa Branca Casa BrancaFoto: CRYPTOID

O principal repórter político do jornal 'Washington Blade', Chris Johnson, não foi convidado para a festa anual de fim de ano da Casa Branca para a imprensa depois de sete anos de participações consecutivas. Johnson é repórter do veículo de mídia LGBTQ do país. Outra profissional excluída do evento sem fins jornalísticas para membros do governo e da imprensa foi a repórter negra April D Ryan, correspondente da Casa Branca e chefe do departamento de Washington da 'American Urban Radio Networks', que participa da confraternização nos últimos 20 anos.

Estes dois cortes da lista de convidados da festa geraram rumores de que a Casa Branca estaria excluindo pessoas LGBTQ e negros do evento.

Johnson conta que, a princípio, achou que se tratava de um descuido, mas depois de diversos contatos sem resposta acredita ser "consistente com o fato de a secretária de imprensa da Casa Branca (Sarah Sanders) não me chamar para as coletivas de imprensa", disse o jornalista, que foi chamado apenas duas vezes nos últimos seis meses. Para ele, a questão sobre o convite é "consistente com a política do governo para excluir as pessoas LGBTQ".

Já Ryan não afirma que foi excluída por ser negra, mas acredita que não foi excluída da festa anual por acaso. "Não acho que fui negligenciada", disse Ryan ao 'Washington Post'. "Acho que eles não gostam de mim. Por qualquer motivo, têm algum desdém por mim".

Anteriormente, a jornalista afirmou que os repórteres não brancos são tratados como "a oposição" na Casa Branca do presidente republicano Donald Trump. "Se você questiona, você é considerado alguém da oposição, mesmo apenas sendo alguém tentando obter os fatos", disse ela à CNN. "E se for de uma raça diferente, falando de mim mesmo, você é considerado uma oposição."

A Casa Branca não respondeu aos questionamentos sobre o caso.

Como cita o 'Globo', repórteres do 'Washington Post', 'New York Times' e 'Politico' foram convidados para a festa. O 'Times' disse ter recebido menos convites do que no ano anterior, mas achou a redução consistente. Nenhum profissional do 'Washington Blade' e da 'American Urban Radio Networks' foi chamado para a festa de fim de ano.

A 'CNN' decidiu boicotar o evento. Para a emissora, seria inadequado participar, "à luz dos contínuos ataques do presidente à liberdade de imprensa e à 'CNN'". A secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, ironizou no Twitter: "O Natal veio cedo! Finalmente, boas notícias da 'CNN'". Neste ano, o primeiro casal não vai posar para fotos com repórteres, como de costume. A tradição de não haver cobertura midiática será mantida.

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