Saúde

Rede Feminina de Combate ao Câncer ganha 1º lugar no Pronon

A rede ficou em primeiro lugar no Programa de Apoio à Atenção Oncológica
Fonte: Assessoria | Editor: Paulo Pincel 11/01/2019 12:59
Diretoria da Rede Diretoria da RedeFoto: RFNCC

Acolhimento, cuidado e orientação são pontos fundamentais do trabalho desenvolvido diariamente pelas voluntárias da Rede Feminina de Combate ao Câncer do Piauí (RFCC-PI), que desempenham na Casa de Apoio à Criança com Câncer – Lar de Maria, o serviço de instrução e atenção às crianças com câncer, sempre a base de muito amor e afeto.

Amparando os pequenos de 0 a 18 anos em situação de vulnerabilidade e seus responsáveis, provenientes, sobretudo, do interior do Piauí e de estados como Maranhão e Tocantins, o Lar de Maria presta o serviço de assistência durante todo o tratamento oncológico do paciente, funcionando como um ponto de apoio em Teresina que oferece hospedagem, alimentação, material de higiene pessoal, roupas, calçados, brinquedos, cestas de alimentos e auxílio para a aquisição de medicamentos.

Além de promover atividades socioeducativas e de lazer que são desenvolvidas com o intuito de trabalhar o lúdico e o social das crianças em fase de tratamento, o Lar de Maria viabiliza a locomoção dos pacientes, oferecendo transporte gratuito para o hospital onde é feito o tratamento.

Em 2018, a Rede Feminina submeteu para aprovação, um projeto que busca a reestruturação do Lar de Maria, sendo aprovado em primeiro lugar do Brasil no Programa de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON). Esse programa, definido e legalizado pela Lei 12.715/2012, busca a captação de recursos para a prevenção e o combate ao câncer, por meio de doações de 1% do Imposto de Renda por empresas tributadas pelo lucro real e por pessoas físicas optantes pelo modelo de declaração completa que destinem o percentual a projetos de entidades que atuam na área oncológica.

Para a captação desses recursos, uma conta criada pelo Ministério da Saúde foi destinada a Rede Feminina, permitindo que tanto as empresas, como as pessoas físicas que tivessem interesse em contribuir com a causa, pudessem depositar suas doações. O processo de arrecadação aconteceu durante o mês de dezembro de 2018 levando a RFCC-PI a arrecadar não apenas o valor exigido pelo projeto, mas 20% a mais do total imposto.

Conceição Campelo é contadora da Rede Feminina e participou da construção do projeto. Segundo ela, “o projeto foi aprovado em 1º lugar no PRONON na categoria prestação médico-assistencial. A pessoa jurídica incentivadora, tributada com base no lucro real, poderá deduzir do seu imposto de renda, em cada período de apuração, trimestral ou anual, o valor total das doações, limitado a 1% do imposto devido. A dedução desse imposto é uma maneira da empresa ou da pessoa doadora contribuir com uma causa social que envolve dezenas de pessoas que precisam de ajuda”, disse Conceição.

Em 2017, segundo dados da Rede Feminina de Combate ao Câncer do Piauí, o Lar de Maria atendeu cerca de 872 pacientes e acompanhantes, oportunizando a continuidade do tratamento contra o câncer, sobretudo, de pacientes que residem no interior do Piauí ou em outros estados, sem condição financeira para deslocamento, estadia e alimentação. Em 2018, estima-se que esse número tenha aumentado ainda mais, reduzindo a taxa de mortalidade através de tratamento humanizado dos pacientes por parte das voluntárias, além de apoio psicológico.

Os pacientes em tratamento são encaminhados ao Lar através do serviço de assistência social da Associação Piauiense de Combate ao Câncer, (Hospital São Marcos), centro de assistência especializado em oncologia para atendimento na Casa de Apoio. Em 18 anos funcionamento, o Lar de Maria é mantido através do trabalho de voluntárias, de doações realizadas por pessoas, empresas e instituições e por campanhas desenvolvidas com o intuito de arrecadar doações. Diante disso, o projeto de reestruturação da casa busca: ampliar os serviços de saúde oferecidos no Lar, melhorar as condições de hospedagem e recuperação das crianças em tratamento, repor e adquirir novos equipamentos depreciados com o tempo e viabilizar os serviços de terapia ocupacional e fonoaudiologia para as crianças.

Carmen Lúcia Campelo é presidente da RFCC-PI e segundo ela, nesse momento, o sentimento é de dever cumprido. “Podemos enfim, respirar aliviadas. Só tínhamos até o dia 31 de dezembro pra fazer a captação dos recursos e conseguimos no último suspiro. Foi nosso primeiro ano, nossa portaria já saiu depois do dia 15 de dezembro e tivemos pouquíssimo tempo para conseguir, mas deu tudo certo, graças a Deus. Precisávamos conseguir pelo menos 60% para pedir a prorrogação desse prazo de captação e surpreendentemente nos últimos dias conseguimos não só o valor do projeto, mas 20% a mais”, falou a presidente.

Para Carmen, a meta alcançada foi um presente de Natal que permitirá que a Rede Feminina reequipe a Casa de Apoio a Criança com Câncer, considerada uma extensão do hospital. Segundo a presidente, os próximos passos já estão definidos. A partir de fevereiro, a Rede buscará novos orçamentos para que a reestruturação se dê em breve, cumprindo o prazo de execução do projeto exigido pelo PRONON.

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