Polícia

Racha entre carros de luxo provocou as mortes na BR-343

Um ano depois do acidente, perícia conclui que os carrões disputavam um racha
Fonte: Polícia Civil do Piauí | Editor: Paulo Pincel 19/03/2019 08:30
O que sobrou do New Beetle O que sobrou do New BeetleFoto: Divulgação

Um “racha” provocou as mortes de José Luis de Paiva Igreja Segundo e Pedro Barbosa Carvalho Filho, na BR-343, próximo ao povoado Titara, em Campo Maior, no dia 18 de março do ano passado. É o que concluiu a perícia do Instituto Criminalística do Piauí, ao analisar fotos, vídeos e outras provas que compõem o inquérito que apura as causas da colisão entre os carros de luxo, que trafegavam em alta velocidade pela rodovia.

O delegado Carlos André Rodrigues da Silva, do 2º DP, no bairro Primavera, indiciou João Alves Santana Neto, motorista do New Beetle (Fusca); Luis Gustavo Alves Soares, motorista do Minicooper; Deivisson José Santos Lima, motorista do Audi.

Um Golf vermelho, que aparece em fotos que circularam nas redes sociais no dia do acidente, está sendo investigado.

O acidente envolveu um New Beetle (novo fusca), Audi TT e um Mini Cooper, uma BMW branca, Camaro amarelo estavam disputando o racha. A BMW estava com velocidade entre 166,8 km/h e 174,6km/h. O New Beethe, seguia a uma velocidade entre 166,9km/h a 175,8 km/h; Audi TT, a 168 km/h e 175,9 km/h; o Mini Cooper, de 176,1 km/h a 184,3 km/h e o Camaro, entre 127 km/h e 132,7 km/h.

"O motorista morto e quatro pessoas foram indiciados por disputa automobilística que resultou em duas mortes. Eles estavam praticando racha. Os veículos estavam bem coladinhos e o vídeo é bem claro", adiantou o delegado. "A morte é excludente da punibilidade, mas não da ilicitude. Houve um crime, mesmo com a morte do motorista".

O que sobrou de um dos veículos, que incendiou após a colisão
Os veículos ficaram destruídos na colisão

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