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Quase 100 detentos da Costa do Marfim fogem da prisão

A evasão em massa foi orquestrada por seguidores de Yacouba Coulibaly
Fonte: UOL | Editor: Redação 04/09/2017 09:20
Costa do Marfim Costa do MarfimFoto: Blogs

Pelo menos 96 presos escaparam da prisão de Katiola, no centro da Costa do Marfim, ainda que alguns já tenham sido detidos novamente, confirmou nesta segunda-feira o diretor de instituições penitenciárias do país, Joaquim Koffi Kongoué. Kongoué afirmou que já iniciou uma investigação para encontrar os fugitivos e apontar as responsabilidades pela fuga, que ocorreu nas primeiras horas de domingo, e depois pediu "calma" aos habitantes de Katiola, situada a 45 quilômetros ao norte de Bouaké, segunda cidade maior do país.

A evasão em massa foi orquestrada por seguidores de Yacouba Coulibaly, um popular ladrão de bancos conhecido como "Yacou o chinês", que foi morto durante um motim na prisão da capital, Abidjan, em fevereiro de 2016. Os fatos ocorreram quando os vigilantes da penitenciária estavam retirando os presos do local para realizar trabalhos de inspeção, segundo o portal "Connection Ivorienne", que assegura que 12 foragidos já foram detidos e levados de volta à prisão.

No mês de agosto também ocorreram fugas, ainda que menos numerosas, de presos na prisão de Gagnoa (centro), no dia 6, e no palácio de Justiça de Abidjan, no dia 8. Desde julho, as delegacias costa-marfinianas sofreram uma série de ataques perpetrados por homens armados, que terminaram com o roubo de armas, veículos e dinheiro. Na noite de sábado para domingo, a delegacia de polícia de Songon, a 20 quilômetros de Abidjan, foi atacada por um grupo de homens que roubaram armamento e feriram um agente.

Os constantes ataques às autoridades ameaçam a frágil paz conquistada na Costa do Marfim após sua última crise, que começou em 2010, quando o então presidente, Laurent Gbagbo, se negou a aceitar a sua derrota eleitoral, apesar da pressão internacional. Com cerca de 3 mil mortos e milhares mais de deslocados em seis meses de combates, o conflito terminou em abril de 2011, quando as forças leais ao vencedor das eleições, Alassane Ouattara, com o apoio da França e da ONU, detiveram Gbagbo e sua esposa.

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