Política Nacional

PSDB e DEM condenam adiamento de julgamento no TSE

Fonte: O Globo | Editor: Redação 27/05/2017 09:57
Senador Agripino Maia (RN), presidente do Democratas Senador Agripino Maia (RN), presidente do DemocratasFoto: Jefferson Rudy/Agência Senado

PSDB e DEM — dois dos principais partidos de sustentação da base do presidente Michel Temer — reagiram de forma negativa à tentativa do governo de protelar o julgamento de cassação da chapa presidencial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), previsto para começar no dia 6 de junho. Os partidos desejam uma solução rápida para a crise política em que mergulhou o país desde que foi divulgada a delação da JBS, que tornou

O presidente do DEM, senador José Agripino (RN), afirmou que a protelação não interessa ao país, e destacou que o fato de o Congresso ter funcionado esta semana, com a aprovação de diversas Medidas Provisórias e outros projetos, não significa um gesto dos partidos da base de sustentação em relação ao governo.

“A protelação no TSE não interessa nem ao governo, nem ao país. Ambos precisam de uma definição sobre a crise que estamos vivendo. O trabalho que o Congresso conseguiu exibir esta semana é uma vitória do Poder Legislativo. O Judiciário parou de emitir sentenças? Não. O Judiciário continua a atuar. Por que o Legislativo não continuaria a atuar? Foi um gesto de afirmação do Poder Legislativo. Não é um gesto em relação ao governo”, ressalta Agripino.

O relator da reforma trabalhista no Senado, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), diz que, apesar de qualquer movimentação do governo para prolongar um desfecho, a data limite para o partido é 6 de junho.

“Temer vai trabalhar para encontrar uma estratégia jurídica para não deixar o TSE votar dia 6. Mas já há um pacto dentro do PSDB na direção de uma data limite, que é o julgamento do TSE, para ter uma construção do que será o amanhã, o dia seguinte. Se até lá isso for construído e o TSE resolver, bem. Se não, vai ficar absolutamente irreversível a saída do PSDB. A pactuação está feita”, destaca Ferraço.

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