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Professor da FGV ensina como aplicar o prêmio da Mega-Sena

O especialista ressalta, no entanto, que o sortudo deve ficar atento à inflação
Fonte: Rafael Massadar | Editor: Da Redação 11/05/2019 06:48
Mega-Sena Mega-SenaFoto: Em Tempo

O coordenador do MBA em Gestão Financeira da Fundação Getulio Vargas (FGV), Ricardo Teixeira, explica como os futuros milionários da Mega-Sena devem aplicar a fortuna para viver confortavelmente, sem preocupações. Segundo ele, o ideal é construir uma carteira de investimentos diversificada para reduzir riscos, elevar o potencial de ganhos e criar uma estratégia de rendimentos que faça o valor recebido ter um crescimento real bem acima da inflação, independentemente do cenário econômico.

"Caso o sorteio tenha um só vencedor, com os R$ 275 milhões é possível desfrutar da vida praticamente sem preocupações e ainda sobrar para mais algumas gerações desfrutarem. Claro que as despesas devem ser realizadas dentro de um planejamento que não leve à descapitalização. Para não ter problemas, o ideal é investir cerca de 40% da premiação em uma aplicação conservadora e dividir o restante em investimentos moderados e investimentos com maior potencial de retorno, mas consequentemente com risco. Com um prêmio dessa ordem, qualquer aplicação conservadora já vai garantir uma renda que permitirá uma vida muito confortável", explica Ricardo Teixeira.

O especialista ressalta, no entanto, que o sortudo deve ficar atento à inflação. "Apesar de o valor da premiação ser bem alto, e a inflação dos últimos anos ter ficado em torno dos 4% ao ano, a inflação real é bem maior. Logo, não é recomendável alocar a maior parte do prêmio em aplicações que podem gerar prejuízos, como foi o caso de um ganhador que tentou ingressar no ramo hoteleiro. Ele não conseguiu finalizar o projeto e ainda perdeu muito dinheiro com juros dos empréstimos, e com processos trabalhistas e fiscais. Resultado: perdeu quase toda a fortuna que ganhou", comenta o professor da FGV.

Ricardo Teixeira lembra ainda que é possível que a premiação venha a ser dividida entre muitos. "Neste caso, a recomendação é a mesma: diversificar o investimento. Porém, vale assegurar logo a compra do imóvel próprio. O restante deve ser destinado a aplicações. Caso a pessoa não tenha experiência no assunto, preserve o patrimônio que a sorte lhe deu. Evite aplicações de alto risco", indica o especialista em gestão financeira.

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