Política

Presidente da CNBB: "'povo brasileiro não pode ser crucificado pela corrupção"

Dom Sérgio da Rocha voltou a Teresina, após ser nomeado Cardeal pelo Papa Francisco
Fonte: Redação | Editor: Paulo Pincel 05/07/2017 20:40
Dom Sérgio da Rocha, Arcebispo de Brasília e presidente da CNBB Dom Sérgio da Rocha, Arcebispo de Brasília e presidente da CNBBFoto: O DIA

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Dom Sérgio da Rocha, ex-arcebispo de Teresina, advertiu que o "povo brasileiro não pode ser crucificado pela corrupção". Foi durante uma entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (5), na Residência Episcopal, em Teresina. Dom Sérgio, que o Arcebispo de Brasília, veio receber a Medalha do Mérito Samaritano, outorgada hoje (5) pela Arquidiocese de Teresina e Ação Social Arquidiocesana (ASA) pelos trabalhos sociais e religiosos do ex-arcebispo. À noite, Dom Sérgio foi homenageado com uma missa na Cadetral de Nossa Senhora das Dores, no Centro da capital.

“Misturar o público e privado na política traz consequências tristes para o povo e nossas famílias. O povo brasileiro não pode ser crucificado pela corrupção. Acima de tudo, precisamos de posturas cristãs diante da realidade social e política que aí estão. A primeira postura é a defesa da ética na vida pública, na política e no dia a dia da vida", defendeu o cardeal. "Rejeitamos a corrupção que acontece no mundo político, mas não podemos aceitar, aparentemente, atos pequenos de corrupção no dia a dia da pessoas”.

Dom Sérgio da Rocha pregou o “não” à corrupção e à indiferença, e defendeu a ética e participação política. “A reforma política tem sido esquecida, tem se dado atenção apenas para outras reformas... Defendemos um novo modo de fazer política baseado na ética, na busca efetiva do bem do povo brasileiro. Na política, o cristão deveria fazer a diferença. A igreja não tem postura política partidária como instituição, mas incentiva os fieis a participarem da política".

Reformas

O religioso acrescentou que o povo brasileiro precisa ser ouvido pelo Congresso Nacional. Deputados e senadores devem dialogar com a sociedade civil organizada. E o povo precisa se interessar mais pelo o que se passa com o Brasil e refletir sobre tudo isso que está acontecendo e se mobilizar.

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