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Presidente da Caixa Econômica afirma que o órgão não será privatizado durante encontro em Teresina

Durante o encontro, Nelson de Souza fez um balanço das ações e dos números que a Caixa registrou no ano de 2018
Fonte: Juliana Araújo | Editor: Da Redação 07/12/2018 18:19
Solenidade SolenidadeFoto: Juliana Araújo

O Sindicato da Indústria da Construção Civil de Teresina (Sinduscon) recebeu, nesta sexta-feira (07), o presidente nacional da Caixa Econômica Federal, Nelson de Souza, em um café da manhã realizado no Metropolitan Hotel. Na ocasião o presidente do banco, falou sobre as possíveis mudanças para o ano de 2019 e garantiu que o novo governo não privatizará a instituição financeira.

Durante o encontro, Nelson de Souza fez um balanço das ações e dos números que a Caixa registrou no ano de 2018. Ele ressaltou que o órgão tem o índice de Basileia, que é responsável por medir o risco de se investir em um banco, melhor do que todos os outros do país.

“O índice de Basileia exigido a partir de janeiro de 2019 é de 11,5% e nós estamos com 19,98%. Nós temos o maior crédito, temos uma liquidez das melhores do país, e temos o principal: colaboradores comprometidos com a empresa para fazer acontecer. Que é o maior patrimônio da Caixa”, ressaltou o presidente.

Sobre a expectativa para moradia no próximo ano, o presidente afirmou que não ver nenhum problema para quem faz habitação de mercado e quem estiver neste setor pode se despreocupar para o próximo ano. Mas, em relação ao Faixa 1 do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), a tendência é ter pouco investimento para 2019. “No Brasil a habitação que não tem crise é de até três salários de renda bruta mensais. É melhor esquecerem sobre o Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida, pois até não se resolver o problema da previdência, não se terá dinheiro para ela”, disse Nelson de Souza.

Em relação ao Faixa 1,5 e o Faixa 2 do MCMV, os dois irão passar por uma transformação no próximos anos com a curva de subsídio. Segundo o Nelson Souza, existe uma desigualdade entre o sul/ sudeste e o norte/nordeste, pois a curva não é a mesma para todas as regiões. “O recurso do Orçamento Geral da União que estava no Faixa 1 irá migrar para o Faixa 1,5. Diminui o corte no FGTS, pois sem isso não tem como segurar o Faixa 2 e 3. Com isso é possível realizar muito mais empreendimentos, mas deve cair o teto”, conta.

Sobre o grande questionamento que foi gerado durante a campanha eleitoral do presidente eleito, Jair Bolsonaro, sobre a privatização do órgão, Nelson de Souza afirma que a Caixa não será privatizada. “Me encontrei com a equipe técnica de transição e com o vice-presidente eleito, General Mourão, e o que eu tenho a dizer é que eles estão abertos a negociações e propostas. E com autorização do próprio presidente eleito, eu afirmo que a Caixa não será privatizada”, afirma Nelson de Souza.

O presidente do Sinduscon Teresina, Francisco Reinaldo, conta que a vinda do presidente da Caixa Econômica Federal é de extrema importância para o setor na capital. “É bom para ele nos trazer uma visão de como vai estar o Brasil como um todo, mostrando sobre o que pode estar vindo para o próximo ano e com relação a não se privatizar a Caixa, nós ficamos felizes que a equipe de transição do novo presidente percebeu que a privatização não é um ponto importante para nós. Então estamos com uma expectativa boa para o ano de 2019”, finaliza.

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