Cultura

Prêmio Shell de teatro anuncia os indicados do 2° semestre

Tributo ao escritor Ariano Suassuna, o musical 'Suassuna — O Auto do Reiono do Sol' recebeu o maior número de indicações, seis ao todo
Fonte: O Globo | Editor: Redação 21/12/2017 14:00
Prêmio Shell de Teatro Prêmio Shell de TeatroFoto: oglobo.globo.com

Foi divulgada ontem quarta-feira à tarde os indicados do 2º semestre que irão concorrer à 30ª edição do Prêmio Shell de Teatro do Rio, cujos vencedores serão conhecidos no primeiro trimestre de 2018.

O espetáculo “Suassuna – O Auto do Reino do Sol” recebeu o maior número de indicações no semestre, seis ao todo: autor (Braulio Tavares), direção (Luiz Carlos Vasconcelos), ator (Adrén Alves), cenário ( Sérgio Marimba), figurino (Kika Lopes e Heloisa Stockler) e música (Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho). A montagem, idealizada pela produtora Andrea Alves e pelos atores da Cia. Barca dos Corações Partidos homenageou a obra do autor e dramaturgo Ariano Suassuna, que completaria 90 anos em 2017.

Os espetáculos "Hamlet", da Armazém Cia., e "Tripas", de Pedro e Ricardo Kosovski, receberam três indicações cada. Enquanto "Dançando no escuro" e "Agosto" receberam duas indicações cada.

No primeiro semestre, o espetáculo "Tom na fazenda", escrito pelo candense Michel Marc Bouchard e dirigido por Rodrigo Portella, recebeu o maior número de indicações, com cinco menções em quatro categorias: direção (Rodrigo Portella), ator (Armando Babaioff e Gustavo Vaz), cenário (Aurora dos Campos) e música (Marcello H.). A montagem apresentou pela primeira vez no país este premiado texto de Bouchard, que já foi encenado em diversos países e foi levado ao cinema pelo cineasta Xavier Dolan — a peça investiga e questiona a homofobia.

Os indicados às nove categorias do prêmios foram escolhidos pelo júri formado por Ana Achcar, Ana Luisa Lima, Bia Junqueira, Macksen Luiz (crítico de teatro do GLOBO) e Moacir Chaves. O Prêmio Shell oferece R$ 8 mil a cada vencedor.

Confira abaixo a lista completa com os indicados dos dois semestres:

Autor

1º semestre:

Marcia Zanelatto por “Ela”

Walter Daguerre por “Josephine Baker, a Vênus Negra”

2º semestre:

Braulio Tavares por “Suassuna – O Auto do Reino do Sol”

Pedro Kosovski por “Tripas”

Direção

1º semestre:

Eric Lenate por “Love love love”

Rodrigo Portella por “Tom na fazenda”

2º semestre:

Luiz Carlos Vasconcelos por “Suassuna – O do auto reino do sol”

Paulo de Moraes por “Hamlet”

Ator

1º semestre:

Armando Babaioff por “Tom na fazenda”

Gustavo Vaz por “Tom na Fazenda”

2º semestre:

Adrén Alves por “Suassuna – O auto do reino do sol”

Ricardo Kosovski por “Tripas”

Atriz

1º semestre:

Aline Deluna por “Josephine Baker, a Vênus Negra”

Yara de Novaes por “Love love love”

2º semestre:

Guida Vianna por “Agosto”

Letícia Isnard por “Agosto”

Juliane Bodini por “Dançando no escuro”

Cenário

1º semestre:

Aurora dos Campos por “Tom na fazenda”

Mina Quental por “Mata teu pai”

2º semestre:

Sérgio Marimba por “Suassuna – O auto do reino do sol”

Carla Berri e Paulo de Moraes por “Hamlet”

Figurino

1º semestre:

Beth Filipecki por “Ivanov”

Marcelo Marques por por “Josephine Baker, a Vênus Negra”

2º semestre:

Kika Lopes e Heloisa Stockler por “Suassuna – O auto do reino do sol”

Marcelo Olinto por “Zeca Pagodinho: uma história de amor ao samba”

Iluminação

1º semestre:

Aurélio de Simoni por “Ubu Rei”

Nadja Naira e Ana Luzia de Simoni por “Mata teu pai”

2º semestre:

Maneco Quinderé por “Hamlet”

Paulo Cesar Medeiros por “O Jornal”

Música

1º semestre:

Marcello H, por “Tom na fazenda”

Ricco Viana por “Janis”

2º semestre:

Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho por “Suassuna – O auto do reino do sol”

Marcelo Alonso Neves por “Dançando no escuro”

Inovação

1º semestre:

“Que legado”, pela ocupação cultural que propõe o diálogo entre profissionais de atuações e geografias diversas no Rio de Janeiro

2º semestre:

“Escola Spetáculo” pelo contínuo trabalho de formação e inserção de jovens profissionais na área técnica das artes cênicas.

Espetáculo “Tripas” pela forma de realização entre a universidade, através dos programas de pós-graduação, e a produção teatral.

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