Polícia

Prefeita de Brejo pagava R$ 50 e embolsava R$ 600 mil

Ao todo, cinco pessoas foram presas na Operação Poço Sem Fundo
Fonte: Gaeco | Editor: Alinny Maria 14/03/2019 12:18
Políciais do Gaeco realizam a Operação Poço Sem Fundo Políciais do Gaeco realizam a Operação Poço Sem FundoFoto: Gaeco

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Piauí (MP-PI) divulgou, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (14), detalhes sobre o esquema criminoso envolvendo a ex-prefeita de Brejo do Piauí, Márcia Aparecida da Cruz, e empresários.

Segundo o promotor Romulo Cordão, coordenador do Gaeco, duas empresas, a V.S.P Construtora, de Adcarliton e Valdirene Valente; e a FM Construtora, do vereador Fabiano Feitosa, faziam contratos falsos e desviavam recursos da manutenção de poços juntamente com a prefeita de Brejo do Piauí. As fraudes foram descobertas durante as investigações da Operação Poço Sem Fundo, deflagrada ontem e resultou na prisão de cinco pessoas envolvidas na quadrilha.

No período de um ano, entre 2015 e 2016, foram desviados R$ 519 mil. O esquema desviava recursos da prefeitura em licitações forjadas para contratação de serviços de manutenção de poços que abastecem as zonas rurais entre os anos de 2013 a 2017.

Durante as buscas e apreensões, as equipes encontraram um papel na casa da ex-prefeita com os nomes de pessoas que faziam a manutenção dos poços. Eram pessoas comuns e no papel estava escrito que elas recebiam entre R$ 50 a R$ 150, mas na licitação constava quase R$ 600 mil, ou seja, esse valor ficava para a quadrilha. Ainda conforme o promotor, o irmão da prefeita era responsável por pagar os populares para a execução dos serviços.

Presa na Operação Poço Sem Fundo Ex-prefeita de Brejo, Márcia Aparecida da Cruz foi pressa pelo Gaeco

Os presos

Foram presos a ex-prefeita de Brejo, Márcia Aparecida da Cruz; o seu irmão, Emídio Pereira da Cruz; os empresários Adcarliton Valente, Valdirene da Silva e Rosane Pinheiro e o pregoeiro do município, Carlos Alberto Figueiredo. Já o vereador e empresário Fabiano Feitosa Lima está foragido.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 2,8 milhões das contas dos presos. As investigações da primeira fase da operação devem ser concluídas na próxima semana.

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