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Picos registra aumento nos casos de Aids e Sífilis

Foram registrados no mesmo período 56 casos de Sífilis, sendo 29 casos em pacientes do sexo masculino 17 do sexo feminino e 10 em gestantes.
Fonte: Riachaonet | Editor: Redação 25/08/2018 10:03
AIDS AIDSFoto: Divulgação

O Centro de Testagem e Aconselhamento em Doenças Sexualmente Transmissíveis (CTA), registrou no primeiro semestre de 2018 um aumento nos casos de sífilis e Aids na região. De acordo com a coordenadora do CTA de Picos, Isabel Fontes, o órgão vem trabalhando com palestras e divulgações, sempre com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

A coordenadora conta que de janeiro até a primeira quinzena de agosto foram registrados 11 casos de Aids e notificados, sendo 5 pacientes do sexo masculino, 5 do sexo feminino e uma gestante. Foram registrados no mesmo período 56 casos de Sífilis, sendo 29 casos em pacientes do sexo masculino 17 do sexo feminino e 10 em gestantes.

Para a coordenadora, as pessoas estão se preocupando mais em fazer os exames preventivos devido as palestras e divulgações que o órgão vem fazendo para conscientizar. O CTA atualmente realiza diariamente 35 exames por dia.“Como a gente está divulgando muito aí a demanda, a procura está aumentando também”, disse.

Isabel ressalta que as pessoas podem estar procurando o CTA para realização de testes rápidos de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h. A avaliação é gratuita, qualquer pessoa pode fazer. É necessário levar o cartão do SUS e um documento de identificação para estar realizando o exame. O CTA disponibiliza diariamente preservativos para a população.

“A nossa prioridade é orientar e falar sobre essas doenças sexualmente transmissíveis, estamos à disposição da população para fazer o diagnóstico”, pontuou.

Na ocasião, a coordenadora Isabel Fontes, contou que o CTA está disponibilizando um tratamento chamando PEP (Profilaxia Pós-Exposição ao HIV), que é uma medida de prevenção à infecção pelo HIV que consiste no uso de medicação em até 72 horas após qualquer situação em que exista risco de contato com o HIV, esse tratamento é para pessoas vítimas de violência sexual, relação sexual desprotegida e acidente ocupacional.

“Nesses casos o paciente inicia o tratamento em até 72h, o paciente inicia o tratamento, ele faz o tratamento em 28 dias, o tratamento é feito no CTA, recebe o medicamento aqui, ele passa pelo médico infectologista aqui, então gente dá todo esse apoio”, contou.

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