Política

Pagamento de pessoal consumiu R$ 3,8 bilhões em 2017

Estado gastou 47,70% das receitas correntes líquidas com a folha
Fonte: Sefaz | Editor: Paulo Pincel 01/02/2018 21:00
Governador do Piauí, Wellington Dias Governador do Piauí, Wellington DiasFoto: Jorge Bastos

Em 2017, o Estado do Piauí ultrapassou o limite prudencial de 46,55% de gastos com pessoal, conforme estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, alcançando 47,70% das receitas correntes líquidas. O Estado ficou a 1,30% do limite máximo fixado pela LRF, que é de 49% das receitas.

Os números do Relatório de Gestão Fiscal/Demonstrativo de Depesa com Pessoal foram divulgados no Diário Oficial do Estado de terça-feira (30).

O Piauí foi um dos estados 16 estados que ultrapassaram o chamado “limite de alerta”, sendo que três deles tiveram os gastos com pessoal em mais de 49%: Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins.

No Piauí, foram gastos 3,8 bilhões com a despesa total com pessoal entre janeiro e dezembro do ano passado, dos R$ 8 bilhões que o Estado tinha de receita no período.

A despesa bruta com pessoal chegou a R$ 4,8 bilhões sendo que R$ 3,4 bilhões foram gastos com pagamento de pessoal ativo; R$ 1,3 bilhão com inativos e pensionistas e R$ 35,7 milhões com terceirizados.

Maioridade

A Lei de Responsabilidade Fiscal completa 18 anos com a maioria dos estados brasileiros em sérias dificuldades para fechar as contas, porque gastaram mal os recursos públicos. Muitos desses gestores estaduais foram obrigados a demitir pessoal, atrasar salários e elevar a carga de impostos cobradas dos contribuintes. Até hoje, no entanto, não se tem conhecimento de um governador que tenha perdido o mandato por descumprimento desses limites, conforme previsto na própria LRF.

Documento
Diário Oficial do Estado

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