Polícia

Piauí foi o estado do Nordeste com maior redução no número de homicídios em 2017

O Piauí reduziu de 705 para 649 o número de mortes violentas
Fonte: CCom 10/02/2018 11:10
Perícia Criminal Perícia CriminalFoto: Divulgação

O Piauí foi o estado do Nordeste que mais reduziu o número de assassinatos em 2017, em relação ao ano de 2016. Enquanto a região como um todo registrou um recorde de 17.913 assassinatos no ano passado, contra 15.077 no ano anterior, no Piauí, a redução foi de 705 para 649 mortes violentas. O dado foi destaque no portal de notícias nacional UOL, que enfatizou o crescimento de crimes violentos letais intencionais (CVLIs) no Nordeste. As mortes não incluem estatísticas dos estados do Maranhão e da Bahia, que não informaram os números à reportagem.

Entre os sete estados em comparação, os números do Piauí são quase a metade dos índices do segundo colocado, Sergipe, que registrou 1.123 CVLIs em 2017. Em seguida no número de mortes, vêm a Paraíba, com 1.284; Alagoas, com 1.913; Rio Grande do Norte, com 2.383; Ceará, 5.134 e Pernambuco, 5.427.

Quando se confere a taxa de homicídio por cada 100 mil habitantes, o Piauí também se destaca de forma positiva. No estado, a taxa em 2017 foi de 20,2 assassinatos a cada 100 mil habitantes, bem abaixo do segundo colocado, a Paraíba, com 31,9 mortes por 100 mil habitantes. Na frente desse ranking, o Rio Grande do Norte, com 67,9 assassinatos por cada 100 mil moradores.

O secretário de Estado da Segurança Pública, Fábio Abreu, atribui o resultado do Piauí ao aumento de investimentos do governo na área de segurança. De 2014 a 2017, por exemplo, a aplicação de recursos passou de R$ 18 reais por habitante para R$ 218. Isso, segundo ele, aliado a decisões estratégicas corretas como a reestruturação das principais unidades policiais do estado. “Houve estados que aumentaram os investimentos na segurança, mas não reduziram as mortes violentas”, lembra o gestor.

Algumas ações como a compra da folga do policial e a realização de grandes operações, com apreensão de drogas, foram fundamentais para a redução das mortes violentas. Abreu ressalta ainda que, diferente de vários estados brasileiros, não há nenhuma facção criminosa dominando o Piauí.

O comandante da Polícia Militar do Piauí, coronel Carlos Augusto de Sousa, conta que assumiu a chefia da PM com o desafio de estancar o crescimento, desde 2010, do número de mortes por conta da violência no estado. “Em 2014, ano seguinte ao assumirmos, foi o ápice de mortes violentas, com mais do que o dobro de CVLIs em relação a 2010. Mas, já no nosso primeiro ano (2015), não só estancamos o crescimento com o reduzimos”, comemora o comandante.

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