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Servidores da Seduc receberam R$ 300 mil em propina após fraude em licitação em 2014, diz PF

A Operação Boca Livre foi deflagrada hoje e cumpriu mandados na Seduc
Fonte: Polícia Federal | Editor: Alinny Maria 20/03/2019 11:30
Os policiais federais apreenderam vários documentos na Educação Os policiais federais apreenderam vários documentos na EducaçãoFoto: Paulo Pincel

A Polícia Federal informou que servidores públicos da Secretaria de Estadual de Educação (Seduc) receberam o pagamento de R$ 300 mil em suas contas bancárias. A PF investiga se os servidores receberam propina no esquema fraudulento de superfaturamento na compra de gêneros alimentícios utilizados na merenda escolar no Piauí. Na manhã de hoje (20), a PF fez buscas na sede da Seduc durante a “Operação Boca Livre”.

Ao todo, as equipes cumpriram 12 mandados de busca e apreensão em Teresina. Segundo Reinaldo Camelo, chefe da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros (Delecor), já foram solicitados mandados de prisão temporária, mas foram indeferidos pela Justiça.

A fraude foi apurada após um pregão eletrônico iniciado no fim de 2013 e finalizado em janeiro de 2014 (gestão de Wilson Martins - PSB). A operacionalização da aplicação dos recursos se deu na gestão do ex-governador Zé Filho, na época filiado ao (PMDB), hoje MDB. A investigação da PF teve início em 2015 e aponta que o valor desviado da Secretaria de Estado da Educação chega a R$ 1.751.740,61.

Três empresas que atuam no ramo alimentício estão sendo investigadas e foram alvos dos mandados judiciais. Algumas ainda mantêm contratos com entes públicos. Os pagamentos da Seduc às empresas envolvidas na fraude somaram R$ 5,3 milhões.

Em nota, a Seduc disse que colabora com a investigação em curso sobre licitações em contratos e que a licitação não foi realizada pela atual gestão e que desde 2003 o repasse da merenda escolar é feito de forma descentralizada, ou seja, os recursos são enviados diretamente às escolas para que estas façam a aquisição dos alimento. Veja a nota!

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