Polícia

Padrasto agride enteado de sete anos por louça mal lavada

Surra aconteceu em São José do Peixe e foi denunciada na delegacia de Floriano.
Fonte: riachaonet.com.br | Editor: Da Redação 24/11/2017 14:22
Criança agredida por padrasto Criança agredida por padrastoFoto: riachaonet.com.br

Uma criança de 7 anos foi agredida pelo padrasto no município de São José do Peixe, na região de Flloriano, nessa quarta-feira (22). De acordo com o Conselho Tutelar, o homem teria alegado que a agressão aconteceu porque o menino ‘não lavou as louças direito’. O caso foi encaminhado para a Delegacia do município de Floriano.

“Ele chegou à escola e estava chorando muito. A professora perguntou o que ele tinha e ele disse que a boca dele estava doendo. Ela levou ele para a diretoria e conversaram com ele, que contou que o padrasto dele tinha acordado ele cedo e colocado ele para a lavar a louça do jantar”, contou o conselheiro Jouane Camelo.

O conselheiro contou ainda que a agressão aconteceu quando o padrasto avaliou como o menino tinha realizado a tarefa. “Ele achou que a criança não tinha lavado direito, que a louça ainda estava suja e foi aí que começaram as agressões. A diretora ouviu tudo e acionou o Conselho”, afirmou Jouane Camelo.

Ao tomar conhecimento, o Conselho Tutelar acionou a Polícia Militar, que conduziu o padrasto para a delegacia. Em depoimento, o homem admitiu a agressão. “Ele disse que mandou a criança lavar a louça, ela lavou mal lavada e ele deu um tapa na boca da criança”, revelou o delegado Júlio Castro.

Padrasto foi liberado e menino está com familiares

Segundo o delegado, o menino foi primeiro encaminhado para o médico para exame de corpo de delito e o laudo atestou que as lesões foram leves. Foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra o padrasto e ele foi liberado com a promessa de que vai comparecer a audiência na Justiça.

O Conselho Tutelar informou que solicitou junto ao promotor da comarca de Floriano que o menino não voltasse para a residência da mãe, onde o padrasto mora. “Ele está na cada da avó dele, que mora em outra cidade. Estamos fazendo um relatório que será encaminhado para o promotor e ele deverá tomar as devidas providências”, finalizou Jouane Camelo.

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