Política

"Oposição equivocada trabalha para barrar empréstimos"

João de Deus denuncia que oposição trabalha para impedir a vinda dos recursos
Fonte: Paulo Pincel 21/03/2018 18:36
Líder do Governo, deputado João de Deus (PT) Líder do Governo, deputado João de Deus (PT)Foto: Paulo Pincel

O líder de Governo da Assembleia Legislativa, deputado João de Deus (PT), afirmou que a oposição está completamente equivocada ao fazer acusações açodadas sobre operações de crédito distintas contratadas junto à Caixa Econômica Federal, uma de R$ 600 milhões e outras mais recente, no valor de R$ 315 milhões, ambas aprovadas com o voto contra do Dr. Pessoa (PSD).

A oposição, acusou João de Deus, trabalha para impedir a vinda dos recursos dos empréstimos, como fez quando torceu pelo atraso dos salários, quando se posicionou contra as parcerias público-privadas e agora contra as operações de crédito, ao fazer pirotecnia sem sequer esperar pela prestação de contas.

“A oposição não esperou a posição do governo. Fez discurso aqui, pediu a prisão de gestor, levou a denuncia para Brasília, discursou na Câmara, denunciou ao Ministério Público Federal, à Caixa. Nós tivemos acesso as contas do governo passado e constatamos que as alterações feitas em outros empréstimos foram praticadas da mesma forma, inclusive com o mesmo agente financeiro, que é a Caixa Econômica Federal. O Tribunal de Contas aprovou essas contas 2009 e 2010 sem nenhum problema”, lembrou.

O orador lamentou que a oposição, que hoje diz que o governo agiu de forma ilícita, não questionou essas operações em governos anteriores. “Vamos mostrar que outras operações de crédito foram feitas de forma de semelhante. Nós não estamos aqui acusando ninguém. As contas do ex-secretário Avelino Neiva foram aprovadas porque ele fez de maneira correta. Não disse que ele como gestor praticou qualquer ato lesivo ao patrimônio público. Não!. O secretário agiu de maneira correta”,

Segundo João de Deus, diferentemente do que diz a oposição, que acusa o governo de ter feito irregularidades. O governo apenas lembrou que operações semelhantes já aconteceram. “O dinheiro foi depositado na conta de empréstimo, saiu para conta única e depois houve a reversão de fonte. Onde é que está o erro? Antes podia e agora não pode mais? Temos que mostrar pra a sociedade que existe o jogo político, para tentar usar isso posteriormente na campanha. É direito do Piauí receber os recursos. A Bahia, o Pará, a Paraíba, Alagoas tiveram que recorrer a ação judicial para receber os recursos. Quero fazer um desafio aos colegas de oposição para que acompanhe aplicação e a prestação de contas dos R$ 307 milhões”.

João de Deus prometeu apresentar requerimento à Caixa para que libere os recursos do novo empréstimo, com o aval da oposição, e defendeu que a Caixa Econômica só libere o valor correspondente à segunda parcela dos R$ 600 milhões após aprovadas as prestações de contas pelo Governo do Estado da primeira parcela dos recursos.

“Os deputados de oposição não querem a chegada do dinheiro justamente por que obra realizada é ponto positivo para o governo. São operações distintas e a oposição está completamente equivocada. Torceram descaradamente para que os salários atrasassem e quebraram a cara. Torceram contra as PPPs e já perceberam que o estado conseguiu recursos para atender demanda em várias áreas e novamente quebraram a cara. E vão quebrar a cara novamente com essas operações de crédito. Até porque não é um governo inexperiente, que chegou agora, mas que já tem todo um conhecimento, uma assessoria jurídica e técnica competente”, acrescentou o líder.

O dinheiro vai chegar porque o Governo do Piauí entrou com ação judicial e ganhou, lembrou João de Deus, ressaltando que já há uma liminar expedida pela ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, determinando essa liberação, a exemplo do que aconteceu com outros estados, comoa Bahia, Pará, Paraíba e Alagoas, "embora forças ocultas lá em Brasília tentem influenciar a Caixa Econômica para que não repasse os recursos para o Piauí".

"Aí vem a oposição agora se fazer de vítima dizer que é a favor do empréstimo para o Piauí. Não é. Estão tentando criar dificuldades e isso tem que ser denunciado. Daqui a pouco ele se reúne em vão definir os passos seguintes das denúncias. O governo também vai estar junto para rebater todas essas acusações. A melhor forma de mostrarmos quem está com a verdade é desmistificar isso com exemplos. Concordamos com a oposição de que o governo só tenham acesso à segunda parcela dos R$ 600 milhões a partir do momento que tenha prestado conta da primeira parcela recebida”, admitiu.

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