Polícia

Operação prende cinco por estupro de crianças no interior do Piauí

Os crimes ocorreram nas cidades de Esperantina e Morro do Chapéu
Fonte: Roberto Araujo 30/06/2017 12:45
Delegado Everton Ferrer, Gerente de Policiamento do Interior Delegado Everton Ferrer, Gerente de Policiamento do InteriorFoto: Roberto Araujo/Piauihoje

A Polícia Civil deflagrou nesta sexta-feira (30) a Operação Proteção Integral, que cumpre sete mandatos de prisão nas cidades de Esperantina e Morro do Chapéu, no Norte do Piauí por crimes de estupro de vulnerável. Cinco homens foram presos nessa operação.

O delegado da Gerência de Policiamento do Interior, Everton Ferrer, informou que se tratam de casos de estupro em que houve consumação do ato. As denúncias dos familiares e do Conselho Tutelar originaram as investigações dos casos que, embora na mesma região, não têm relação direta.

O delegado afirma que a Polícia resolveu fazer toda a operação junta para “impactar” e chamar a atenção, tendo em vista a reincidência de casos deste tipo no estado. “Para impactar, para chamar a atenção de quem está praticando esse delito. A gente podia cumprir um, semana que vem fazer outro, depois outro, mas aí a gente resolveu fazer todo mundo junto pela proximidade, e para impactar na sociedade, vê se chama atenção”, disse o delegado.

Há casos em que os acusados são familiares, amigos próximos das famílias das vítimas ou vizinhos. O delegado afirma que esta é uma prática recorrente em casos desse tipo. As provas foram depoimento de testemunhas, exames de conjunção carnal, dentre outras, que estão inseridas no inquérito policial, que será encaminhada ao Ministério Público Federal para o julgamento e condenação dos acusados. O delegado esclarece que o inquérito corre em segredo de justiça, por se tratarem de vítimas crianças, e que, por isso, não é possível trazer mais detalhes a público.

O nome da Operação, “Proteção Integral” surge do princípio basilar do Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê a ação conjunta de todos os órgãos para combater esse tipo de prática. Além da Polícia Civil, o Conselho Tutelar, Ministério Público, Tribunal de Justiça contribuiram para o trabalho que, de acordo com o delegado, começou há cerca de um mês.

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