Polícia

Operação Escamoteamento II prende três suspeitos de fraude

Operação cumpre seis mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva
Fonte: MPE-PI | Editor: Paulo Pincel 24/10/2017 08:47
Operação Escamoteamento Operação EscamoteamentoFoto: Divulgação/PRF

Policiais civis, militares e rodoviários federais realizam desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira (24), a segunda fase da Operação Escamoteamento, para cumprir seis mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva expedidos pela Justiça, nas cidades de Cocal, Campo Maior, no Norte do Piauí, e Tianguá, no Ceará.

Os presos foram identificados como Raimundo Nonato Ribeiro Franco Primo e John Brendan Oliveira, membros da comissão permanente de licitação da prefeitura de Cocal, e Rodolfo Rodrigo Cardoso e Silva, sobrinho do prefeito de Cocal, Rubens Vieira (PSDB).

A Operação Escamoteamento II é o desdobramento da primeira ação policial, ocorrida em 10 de julho passado quando 13 pessoas foram presas preventivamente suspeitas dos crimes de fraude em licitação, crimes contra a administração pública, organização criminosa e lavagem de dinheiro no município de Cocal, entre 2013 a 2015.

O Ministério Público do Estado cobrou a devolução de R$ 6 milhões desviados pela quadrilha, além do ressarcimento de R$ 12 milhões aos cofres da prefeitura de Cocal. Ao todo, 96 mandados judiciais foram cumpridos no Piauí e no Ceará desde o início das operações.

De acordo com o coordenador do Gaeco, promotor Rômulo Cordão, servidores públicos municipais e empresários e laranjas desviaram R$ 200 milhões da prefeitura de Cocal e de outros municípios.

O delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Riedel Batista, revelou que três pessoas estão presas - duas foram localizadas em Cocal e uma em Campo Maior, por envolvimento em fraudes em licitações.

Participam da operação o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPE, o Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) da Polícia Civil do Estado do Piauí, com apoio da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Militar.

O Tribunal de Contas da União, a Controladoria Geral da União e o Tribunal de Contas do Estado do Piauí também integram a operação.

Gaeco
Gaeco/MPE-PI

Nota do Gaeco/MPE-PI

"No início da manhã de hoje, dia 24 de outubro de 2017, o Ministério Público do Estado do Piauí, por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – GAECO, e a Polícia Civil do Estado do Piauí, por meio do Grupo de Repressão ao Crime Organizado - GRECO, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Militar, o Tribunal de Contas da União, a Controladoria Geral da União e o Tribunal de Contas do Estado do Piauí, deflagraram a 2ª Fase da Operação Escamoteamento, com a finalidade de dar cumprimento a 06 (seis) mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva, expedidos pelo Exmº Juiz de Direito da Comarca de Cocal. A 2ª Fase da Operação Escamoteamento trata-se de um desdobramento da operação ocorrida em 07 de abril de 2017 e também possui o objetivo de combater crimes de fraude a licitação, crimes contra a Administração Pública, organização criminosa e lavagem de dinheiro, consumados no município de Cocal-PI, durante os anos de 2013 a 2015. Os mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva estão sendo cumpridos nos municípios de Cocal-PI, Campo Maior-PI e Tianguá-CE. Às 11h, no auditório da Delegacia Geral da Polícia Civil, será realizada uma coletiva a respeito da operação e da investigação respectiva".

Operação Escamoteamento
Operação Escamoteamento cumpre vários mandados judiciais em Colca, Campo Maior e Tianguá (CE)

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