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Opaq confirma uso de armas químicas na Síria em abril passado

Em relatório publicado hoje, com base em provas recolhidas por uma missão de investigação, a Opaq confirma que "a população foi exposta ao gás sarin
Fonte: Agência Brasil | Editor: Redação 30/06/2017 10:52
Síria SíriaFoto: G1 - Globo.com

A Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) confirmou nesta sexta-feira (30) o uso de armas químicas no ataque do dia 4 de abril contra a localidade síria de Khan Sheikhun, no sul da província de Idlib. A informação é da Agência EFE.

Em relatório publicado hoje, com base em provas recolhidas por uma missão de investigação, a Opaq confirma que "a população foi exposta ao gás sarin". O objetivo dessa missão foi determinar se tinham sido usadas armas químicas, mas não o responsável pelos supostos ataques.

Uma equipe da Opaq foi designada 24 horas depois do alerta sobre o ataque, mas, por motivo de segurança, não pode visitar Khan Sheikhun. O rápido deslocamento a um país vizinho permitiu à equipe participar das autópsias e recolher amostras biomédicas dos feridos, bem como entrevistar testemunhas e receber amostras do entorno ambiental.

Segundo a organização, foi utilizada metodologia rigorosa na investigação do suposto uso de armas químicas, que levou em conta os testemunhos dos entrevistados, documentos de investigação e outros registros, e as características das amostras facilitadas pelo governo sírio.

O conselho executivo da Opaq examinará o relatório, que foi enviado ao Conselho de Segurança da ONU em 5 de julho.

O diretor-geral da Opaq, Ahmet Üzümcü, condenou com firmeza "a atrocidade", que "contradiz as normas consagradas na Convenção de Armas Químicas" e afirmou que os responsáveis por esse "horrível ataque" devem ser punidos.

O mecanismo conjunto de investigação da Opaq e da ONU foi estabelecido a partir de uma resolução do Conselho de Segurança, em agosto de 2015, com o objetivo de identificar possíveis indivíduos, entidades, grupos e governos que realizem, organizem ou promovam o uso de arma química na Síria.

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