Educação

Mulheres são a maioria nos cursos de pós-graduação no Brasil

Na modalidade de mestrado acadêmico, mulheres somaram 11 mil matrículas a mais que os homens e têm seis mil títulos a mais
Fonte: Noticias ao Minuto | Editor: Redação 10/03/2017 07:49
Pós-Graduação Pós-GraduaçãoFoto: UOL Vestibular

No Brasil, mulheres são a maioria nos cursos de pós-graduação. Segundo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em 2015, 175.419 mulheres estavam matriculadas e tituladas em cursos de mestrado e doutorado, enquanto os homens somam 150.236, diferença de aproximadamente 15%.

Apenas na modalidade de mestrado acadêmico, as mulheres somaram 11 mil matrículas a mais que os homens e aproximadamente 6 mil títulos a mais foram concedidos a elas naquele ano.

Na modalidade de doutorado, a situação é semelhante, com um total de 54.491 mulheres matriculadas e 10.141 tituladas, ao passo que os homens somaram 47.877 matrículas e 8.484 títulos.

Desafio

Ainda que o crescimento da participação feminina seja uma realidade, existe uma série de desafios para uma plena igualdade de gêneros, inclusive na ciência e na pós-graduação.

Áreas do conhecimento tradicionalmente conhecidas como masculinas, como engenharias, computação e ciências exatas e da terra, continuam com a presença maciça de homens, mesmo que a perspectiva apresentada com os números dos últimos 15 anos seja de maior igualdade nessa relação.

Esse quadro ainda não é suficiente para registrar mudanças na situação de vulnerabilidade da mulher brasileira. Pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, apesar de atualmente as brasileiras serem maioria da população, viverem mais, acumularem mais anos de estudo e terem aumentado ano a ano a responsabilidade por manter os domicílios do País, elas ainda ganham menos que os homens e são vítimas de violência doméstica, deixando o Brasil com a quinta maior taxa de feminicídio do mundo.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2014), o rendimento médio mensal real das mulheres também é menor que o dos homens: R$ 1.480 para elas e R$ 1.987 para eles. Na comparação, as mulheres receberam, em média, 74,5% do rendimento de trabalho dos homens em 2014.

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