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Mulher perde bebê e passa mais de 24h com feto morto no ventre

O caso ocorreu na Maternidade do Buenos Aires, zona Norte de Teresina
Fonte: FMS | Editor: Alinny Maria 06/07/2018 12:20
Maternidade Hospital Buenos Aires Maternidade Hospital Buenos AiresFoto: Renato Bezerra/Prefeitura de Teresina

Com nove meses de gestação, uma mãe viveu o drama de perder o bebê e ainda sofrer com feto morto em seu ventre por mais de 24 horas. Rayla Amorim, de 22 anos, deu entrada no Maternidade Hospital Buenos Aires, zona Norte de Teresina, às 9h35 do dia 4 de julho deste ano, com 39 semanas de gestação e em trabalho de parto. Ao chegar na unidade hospitalar, foi constatado que o feto estava morto.

A família de Rayla informou que caminhava para a maternidade desde segunda-feira (2), onde era verificado a cada três horas a dilatação. Rayla ficou indo e vindo à maternidade no período estabelecido pela equipe médica e já na quarta-feira (4) foi constatado que feto estava morto.

A situação de Rayla ficou ainda pior porque ela teve que passar mais de 24 horas com o feto no ventre, esperando as recomendações médicas. A família de Rayla temia que ela adquirisse uma infecção, pois a paciente já estava apresentando inchaço e forte odor. A família queria que os médicos fizessem o parto cesariana para a retirada do bebê.

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) informou que segue orientações do Ministério de Saúde, que no caso de morte fetal, é necessário induzir à expulsão feto naturalmente. “A paciente ficou recebendo as doses corretas para indução do parto normal. O bebê nasceu morto, natimorto, às 20h01 da noite do dia 5 de julho e apresentava má formação fetal”, disse a FMS em nota.

A coordenadora da maternidade do Buenos Aires, Helsimone Rodrigues, disse que independente do período gestacional, não há situações que justifiquem um procedimento cirúrgico “cesariana” para a retirada do feto já sem vida do útero da mãe.

Segundo Helsimone Rodrigues, o parto normal é a melhor opção. “Uma intervenção cirúrgica tem sempre mais perigos. Não é correto, do ponto de vista médico, fazer uma mulher passar por uma cirurgia complexa para a retirada de um feto morto. Além dos riscos, sobretudo, estamos preservando o futuro reprodutivo dela sem deixar marcas no corpo, que podem gerar ainda mais traumas pela perda de um filho”, destaca a coordenadora.

A mãe de Rayla disse que vai no Instituto de Medicina Legal (IML) para saber as causas da morte do bebê. Ainda segundo a FMS, o bebê apresentava má formação.

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