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MP-PI desenvolve proposta de enfrentamento à violência em segunda edição do projeto Reeducar

O projeto é desenvolvido em parceria com órgãos e entidades que compõem a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher
Fonte: Ascom MP | Editor: Da Redação 26/09/2017 23:13
Projeto sensibilização Projeto sensibilizaçãoFoto: Ascom

O Ministério Público do Piauí (MP-PI), por meio da 10ª Promotoria de Justiça – órgão integrante do Núcleo de Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (NUPEVID), deu início, nesta terça-feira (26), à segunda edição do “Projeto Reeducar: O homem no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher”.

Por meio de palestras, rodas de conversa e abordagens interativas, o projeto desenvolve, ao longo de nove módulos, sendo um a cada mês, a desconstrução da cultura machista e de violência junto a 15 homens em processo judicial por envolvimento em situação de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Na primeira edição, a proposta foi desenvolvida com 9 homens, e teve como principal resultado o índice de zero reincidência no crime. “O trabalho que desempenhamos aqui tem a sua relevância comprovada justamente nesse resultado. A zero reincidência traduz o sentimento de que os conceitos de paz e respeito foram assimilados pelos homens”, pontua a coordenadora do Reeducar, promotora de Justiça Amparo Paz.

O projeto é desenvolvido em parceria com órgãos e entidades que compõem a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, bem como também o Núcleo de Atendimento ao Preso Provisório (NAPP).

“Esse é um projeto inovador, que trabalha a ressocialização de pessoas acusadas de violência doméstica com ações educativas. O número de pessoas que chegam na audiência de custódia envolvidas em situação de violência é enorme, então isso vai ajudar muito na redução dos números ao longo do tempo”, afirma a coordenadora do NAPP, Geracina Olímpio de Melo.

Para a promotora Amparo Paz, a segunda edição do Reeducar simboliza um avanço nas políticas de enfrentamento à violência contra a mulher no Piauí. “É muito bom ver como o projeto foi bem aceito pela comunidade e pelos participantes, o que reflete uma esperança de que estamos no caminho certo para extinguir a cultura de violência e opressão. Estamos cheios de expectativas para esta segunda edição e, a partir do contato que já tivemos, hoje, no primeiro módulo, pudemos identificar a disposição e interesse de cada um dos homens participantes. O Reeducar, mais uma vez, tem tudo para dar certo”, finaliza Amparo Paz.

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