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Movimentos sociais e Uespi realizam debates sobre a história do povo negro

Fonte: UESPI | Editor: Da Redação 12/05/2017 12:47
Representantes dos movimentos negros estiveram reunidos na UESPI Representantes dos movimentos negros estiveram reunidos na UESPIFoto: Divulgação

A Abolição da Escravidão no Brasil, comemorada neste sábado, 13, será lembrada pela Pró-reitoria de Extensão, Assuntos Estudantis e Comunitários da UESPI em parceria com Grupos de Movimentos Negros por meio de uma série de discussões realizadas nesta terça-feira (16) de maio, às 9h no Auditório do Palácio Pirajá. A programação contempla diálogos que visão reafirmar e valorizar a história do povo negro.

A programação inclui a mesa-redonda “Abolições? Existência, Resistência e Desafios“ e os temas Juventude negra; Política educacional étnico-racial; Resistência quilombola e territorialidade; Movimento negro: trajetória e políticas púbicas. Todas as mesas serão discutidos com rebatedores.

Mais tarde, às 10h30 serão concedidas homenagens a Heróis e Heroínas negros que se destacam como símbolo de resistência na militância negra no Piauí. Após as atividades, será feito o lançamento completo da programação alusiva ao 13 de Maio e outras atividades que serão estendidas até o dia 06 de setembro.

Toda a comunidade acadêmica, professores, estudantes, técnicos e público em geral está convidado a participar. O evento é aberto ao público. Para participar não é necessário qualquer tipo de inscrição.

O calendário de atividades foi pensado em conjunto, em uma reunião realizada dia 2 de maio, entre os representantes dos movimentos negros e gestores da universidade, com o objetivo de serem colocados em práticas medidas prestativas e que garantam relatos fidedignos de políticas públicas voltadas à garantia dos princípios da reparação, do reconhecimento e da valorização da comunidade negra. Na ocasião, também foi apresentado um levantamento da grade da programação baseada nos acordos acertados.

Entre as parcerias firmadas estão representantes dos órgãos da Defensoria Pública do Estado, Instituto Mulher Negra, Agente da Pastoral Negra (APM), Grupo Cultural Coisa de Negro, Memorial Zumbi dos Palmares, Grupo de Movimento Negro Ifaradá, Iabás, Conselho de Promoção da Igualdade Racial, Coordenador de Equidade da Secretaria de Saúde do Estado, Núcleos de Estudos de Línguas Yarubás e representante da Secretária de Justiça.

A coordenadora de Igualdade Social da SASC, Assunção Aguiar, adverte que as comunidades negras e indígenas são as que mais sofrem com o desamparo social. “Estamos vivendo um momento nacional de reflexão, de conferências e com o 13 de Maio batendo à nossa porta, é o momento de buscarmos reflexões para chamar os movimentos sociais para a valorização da cultura negra e africana. A UESPI tem um compromisso muito forte com a população negra trazendo para sua grade curricular especializações, seminários, eventos internacionais e várias outras demandas que outras instituições não o fazem”, assim esclareceu.

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