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Médico: franceses campeões mundiais tinham "sangue suspeito"

Piauí Hoje
Fonte: Yahoo 25/08/2010 01:00 - Atualizado em 23/10/2016 16:37
Mais uma polêmica estourou no futebol francês. Depois dos problemas com a equipe da Copa da África do Sul, com motim e suspensões, um ex-médico da seleção francesa, Jean-Pierre Paclet afirmou que alguns jogadores do elenco campeão do mundo em 1998 tinham "análises de sangue suspeitas".Paclet publicou um livro, chamado L"Implosion, ou A Implosão, onde ele conta o funcionamento da seleção francesa entre os anos de 1993 e 2008, período em que foi funcionário da Federação Francesa de Futebol."As análises de sangue revelaram anomalias em vários bleus pouco antes do Mundial de 1998. Podíamos ter grandes suspeitas, quando se sabia os clubes em que alguns jogadores jogavam, especialmente os do Campeonato Italiano (casos de Zinedine Zidane e Didier Dechamps)", disse Paclet, que culpou outro médico, Jean-Marcel Ferret, que era o responsável na época."Eu não saberia o que fazer se fosse o Ferret. Enfrentei um caso de consciência", comentou Jean-Pierre. O médico responsável, porém, se defendeu. "Não encontramos nada. Houve dois casos de ligeiras anomalias em relação com a taxa de hemácias, mas isso foi por causa do cansaço da competição. Tenho a consciência tranquila", comentou.Segundo o autor do livro, as anomalias em relação às hemácias pode ocorrer por conta do uso de EPO, uma substância proibida e que classificaria o doping. "Entretanto, ter a taxa de hemácias elevada não prova o uso de EPO e por isso não nos preocupamos. Não havia prova", disse Paclet.Antes de ser criticado, o ex-médico da seleção afirmou que não está fazendo nada de errado. "Tudo o que digo é fato. Não estou fazendo julgamento algum", afirmou.Naquela Copa do Mundo, a França venceu o Brasil na final, aplicando um 3 a 0, com dois gols de Zidane e um de Petit. Pela fraca atuação da seleção brasileira, foram levantadas diversas questões sobre aquela partida, chegando a ser dito que o Brasil teria entregado o jogo, algo que nunca foi comprovado.

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