Polícia

Médico descreve os momentos de terror durante sequestro

Fonte: Reprodução/Paulo Pincel | Editor: Paulo Pincel 08/06/2017 17:53
Médico Bruno Maia Médico Bruno MaiaFoto: Arquivo pessoal

Refeito dos momentos de terror, vividos durante mais de uma hora, na noite de ontem, quando foi sequestrado, ameaçado, agredido e abandonado na BR-316, entre Timon e Caxias, no Maranhão, o médico Bruno Maia esteve na tarde desta quinta-feira (8) na Polinter, onde registrou boletim de ocorrência pelo roubo da sua picape Toyota Hilux, preta, placas PIW-1250.

Ao delegado Cadena Júnior, titular da Polinter, Bruno Maia relatou a ocorrência, desde a rendição pelos quatro assaltantes armados, até o reencontro emocionado com a mulher e os dois filhos, na zona Leste de Teresina.

Bruno Maia chegou ao Condomínio Splendore Festas, no bairro de Fátima, na Zona Leste de Teresina, por volta das 20h30, onde deixou a esposa, os dois filhos e a babá em aniversário. E foi estacionar o veículo. "Dobrei a esquina e havia um veículo parado, com as luzes acesas. Eu estacionei logo na frente, achando que eles iam para o aniversário também. Assim que eu desci e dei dois passos, eles me abordaram. Quatro bandidos, dois armados, falaram que era um assalto, pegaram a chave do carro, celular, carteira, relógio, a minha aliança e me levaram", lembrou o médico, que seguiu com os quatro para Timon.

Depois de bloquear o cartão de crédito da vítima, tentando sacar dinheiro em caixas eletrônicos, o bando decidiu seguir para o Maranhão. “Estar a salvo é bom demais... Espero que acabe com essa violência, que as autoridades se comovam quando isso acontece. Você só vai saber o risco que está correndo quando acontece com você”.

Bruno Maia foi mais uma vítima de uma quadrilha especializada em roubo de veículos de luxo, como picapes e SUVs. As caminhonetes são levadas para cidades do Maranhão, Pará, Tocantins e outros estados, onde são clonados e vendidos com preços bem abaixo do valor de mercado. Uma Hilux como a de Bruno, custa mais de R$ 130 mil e são vendidas para receptadores por R$ 10 mil a R$ 30 mil. Os roubos são feitos por encomenda, segundo o delegado Cadena Júnior, da Polinter.

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