Política

Margarete defende a permanência como vice de Wellington Dias

Vice-governadora diz que essa é uma vaidade pessoal, mas uma luta de todas as mulheres
Fonte: Paulo Pincel | Editor: Alinny Maria 08/03/2018 09:53
Vice-governadora Margarete Coelho e governador Wellington Dias Vice-governadora Margarete Coelho e governador Wellington DiasFoto: Paulo Pincel

A vice-governadora Margarete Coelho (Progressistas) ressaltou a presença da mulher na política, discutindo e opinando, contribuindo para mudar a realidade do país. Em entrevista na manhã desta quinta-feira (8), a vice-governadora defendeu a sua permanência na disputa pela reeleição. Não por uma vaidade pessoal, mas pelo que representa para as mulheres a sua presença na disputa.

"É uma luta individual porque sou eu quem está verbalizando, mas é uma luta do movimento das mulheres do Piauí. Todas nós estamos mobilizadas neste aspecto de mantermos espaços que nós já conquistamos. Não tenho direito de abrir mão desse espaço. Esse espaço não é meu, não é uma conquista pessoal, esse espaço é das mulheres e ele é do Progressistas. Vamos continuar atentas e fortes. Essa luta é mais importante do que nunca", avaliou Margarete, na entrevista aos jornalistas Nadja Rodrigues e Elivaldo Barbosa (TV Cidade Verde/SBT).

Margarete afirmou que temos que acabar com essa história de que mulher não vota em mulher. “É preciso estarmos muito atentas para não haver retrocesso. São espaços que conquistamos na rua, na luta, no voto a voto. Somos 52% no Piauí, um dos estados com maiores percentuais de população feminina e esse mesmo percentual está refletindo nas filiadas a partir dos políticos e no eleitorado. Então, como pensar hoje em uma chapa sem mulheres? Como pensar em tomar um espaço que foi conquistado e não dado?"

A vice-governadora lembrou que no Brasil não se vote em partido, mas em nome. “Portanto, a política é subjetiva. Nós escolhemos a partir do nome que está sendo posto. Então, quando você faz uma espécie de loteamento da chapa entre os partidos da coalizão é uma grande injustiça que se vai cometer porque são mais de dez partidos e não há dez vagas na chapa majoritária. Você tem que escolher pessoas que representem todo esse conjunto que está na disputa e na sociedade que é feita de homens e mulheres. Uma chapa representativa tem que ser feita também de homens e mulheres".

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