Política

Mão Santa vai cortar ponto de professor que for manifestar contra a reforma da Previdência

O prefeito de Parnaíba disse que quem deixar de ir ao trabalho para ir às manifestações, vai ter o ponto cortado
Fonte: Piauí Hoje | Editor: Da Redação 21/03/2019 09:43
Prefeito de Parnaíba, Mão Santa Prefeito de Parnaíba, Mão SantaFoto: Divulgação

O Dia Nacional de Lutas e Paralisações contra a reforma da Previdência proposta por Jair Bolsonaro (PSL) será nesta sexta-feira (22). O movimento é organizado por centrais sindicais e movimentos sociais contra a PEC 06/2019, que altera as regras da Previdência Social.

Atos públicos, passeatas e protestos estão marcados para acontecer em todo o país. Segundo as Centrais, as manifestações são um preparativo para a greve geral dos trabalhadores.

Descontente com o movimento, o prefeito de Parnaíba, Mão Santa, já emitiu um comunicado à classe trabalhadora em educação do município informando que se o servidor deixar de ir às escolas neste dia, por causa da manifestação, terá o ponto cortado.

No comunicado, a Secretaria Municipal de Educação ressalta que na sexta-feira (22) haverá aula normal nas Escolas do Município “já que as reivindicações do Sindicato dos profissionais da Educação não dizem respeito aos servidores do Município de Parnaíba”, diz o comunicado.

Por fim, o comunicado alerta que o não comparecimento dos trabalhadores ao local do trabalho sem justa causa será considerado falta, com o consequente corte de ponto.

A presidente regional do Sinte, Nádia Araújo, disse que é comum os gestores do Poder Executivo não participarem ou autorizem seus servidores a participar desse tipo de manifestação, por isso cabe aos prejudicados decidirem se vão participar.

“Nenhum prefeito, nenhum governador ou presidente da República vai autorizar seus servidores a irem às ruas protestar. Cabe a nós, enquanto pessoas prejudicadas, trabalhadores, mulheres, comunidade escolar, sociedade, temos que nos organizar e mostrar toda a nossa insatisfação diante da Reforma da Previdência. Prejudica mulheres, trabalhadoras rurais, professoras, enfim, é uma reforma drástica que acaba com os nossos direitos de aposentadoria. Vamos mostrar as nossas insatisfações para que a gente possa ter uma reforma digna, que não acabe com os trabalhadores de maneira geral”, disse Nádia Araújo.

Comunicado

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