Saúde

Mais Médicos muda realidade da saúde no estado do Piauí

São 340 profissionais atuando em 146 municípios.
Fonte: CCOM | Editor: Redação 30/12/2017 16:04
Mais Médicos Mais MédicosFoto: Programa Mais Médicos

O Programa Mais Médicos mudou a realidade dos moradores de diversos municípios do Piauí, com assistência domiciliar e interação mais próxima com a comunidade. Assim, os cooperados cubanos mudaram a forma como as pessoas entendiam a assistência em saúde, como aconteceu na comunidade Porto do Dé Zigno, em Miguel Alves.

A médica Keimys Hernandez é responsável pela assistência médica na comunidade. Em um ano trabalhando a atenção primária, visitando domicílios com direcionamento à prevenção de enfermidades e problemas crônicos, a cooperada comenta que durante este período já percebeu que a saúde da comunidade está melhorando. “Eles cumprem com o tratamento para as doenças crônicas, a população está satisfeita com a assistência, inclusive os indicadores de saúde têm melhorado significativamente. Acho que nosso dever como médico aqui no Brasil está sendo cumprido”.

Atualmente o Piauí conta com 340 profissionais atuando pelo Programa em 146 municípios, dentre eles 200 são cubanos. Com a metodologia do Mais Médicos, o profissional se dedica e se envolve integralmente com comunidade e muitas vezes dessa relação são construídos laços de amizade e criando um sentimento de pertencimento com o local. Keimys conta que inicialmente a maior dificuldade era o entendimento mútuo da língua, mas já superado, em ambos os lados.

Ela conta ainda que é desenvolvido na comunidade o acompanhamento às crianças, grávidas e idosos, com a realização de consultas programadas e demanda espontânea, além das visitas domiciliares. Também é feito o mapeamento da quantidade de pacientes com hipertensão e diabetes, por meio de visitas planejadas para identificação de mais casos. Dessa forma, age-se intensivamente para o controle das doenças crônicas.

O morador da comunidade Dé Zigno, Samuel dos Santos, de 24 anos, sua e esposa e dois filhos são assistidos pelo Programa. “Havia muita dificuldade pela assistência médica e alta demanda de pacientes, com muitas filas para conseguir consulta. Os médicos conseguem suprir nossa necessidade porque eles ficam manhã e tarde. Além disso, a atenção que eles têm com a gente é totalmente diferenciada, sentimos que o médico é mais envolvido e têm mais cuidado”, declara.

“Os principais desafios para mim são lograr mudanças nos estilos de vida da população, adesão ao tratamento nas doenças crônicas, evitar a automedicação e promover ações de saúde para prevenção de DST, violência familiar, cuidado dos idosos e as crianças. Nossa intenção é melhorar a qualidade de vida dos piauienses”, conclui a médica cubana.

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