Política

Líder reage a criticas repetidas ao governo do PT

João de Deus reclamou que "privataria" de Temer é ignorada pela oposição
Fonte: Alepi | Editor: Paulo Pincel 07/11/2017 16:18
Líder do Governo, deputado João de Deus (PT) Líder do Governo, deputado João de Deus (PT)Foto: Paulo Pincel

O líder do Governo, deputado estadual João de Deus (PT) foi à tribuna para rebater o discurso do colega Gustavo Neiva (PSB), afirmando que o deputado vive em outro mundo, não consegue ver a grave crise grave vivida no país e no Piauí.João de Deus disse que é muito fácil criticar sem apontar as alternativas para os problemas sociais, se criticar a onda de privatização promovida pelo governo Michel Temer.

“Se fosse fácil como ele fala, o governo teriam feito antes. Porque que eles não fizeram no governo Wilson Martins? O que a população de Teresina quer é água de qualidade todos os dias nas torneiras. Que ele faça a leitura, mas sem ser caolho. Ele olha uma realidade e não vê todo”, reclamou. “O pai dele é presidente da Codevasf, faz parte do governo Temer e ele não reclama o aumento do preço do botijão de gás duas vezes em menos de um Mês. Ele não reclama do aumento de 27% na conta de energia. E vem novo aumento por aí", avisou

João de Deus afirmou que é justamente isso que a oposição quer: que esteja acontecendo aqui no Piauí o que acontece em Brasília, onde o governo Temer se perder. Mas ao esforço do governador Wellington Dias para que o Estado continue nos trilhos. “A população sabe o esforço do governo para evitar que essa crise possa se agravar.E eu me perguntando onde estão os colegas que vem aqui para fazer um discurso fácil contra o governo? Os estados estão buscando as alternativas para superar a crise. E o governo do Piauí tem usado a sua inteligência para buscar o dinheiro onde for possível”, ressaltou o orador.

O líder lembrou que desde o primeiro momento Gustavo Neiva se colocou contra as parcerias público-privadas, cobrando resultados antes mesmo dos prazos necessários para que as mudanças acontecessem. “Não concordo, mas respeito a posição da oposição, que quer ver desgastada a imagem do governador, tentando jogar opinião pública contra o governo, para que ela venha ocupar o espaço hoje ocupado pelo governo Wellington Dias. Isso é legítimo, faz parte do processo democrático. Essas saídas já foram tentadas no governo passado. E governador Wellington Dias apenas atualizou o processo de subdelegação da Agespisa, que é totalmente diferente da privatização, como faz o governo Temer”.

O deputado denunciou que Temer baixou um decreto para privatizar a Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica federal, Banco do Nordeste, Eletrobras. “Querem acabar com os programas sociais que são financiados por essas instituições públicas. Temer aumentou o juros para esvaziar os bancos oficiais e assim poder privatizar. Esses bancos são instrumentos de desenvolvimento do país, que financiou a produção dos pequenos, da agricultura familiar. Entregaram o pré-sal por seis milhões de reais quando se sabe que ele vale mais de 1 trilhão de reais. Estão entregando Amazônia para os Estados Unidos... eu não sei onde vamos parar. E aí vem o nosso colega que fala quase que diariamente contra as PPPs. Ele é o mesmo que não toca em absolutamente nada sobre a avalanche de privatizações que é promovida pelo governo Temer que aumentar miséria, a pobreza no país”.

João de Deus disse que se solidariza com os funcionários dessas instituições e defende que essa é uma luta somente dos funcionários dessas instituições, mas de toda a sociedade brasileira. “Porque é o patrimônio da sociedade que está sendo vendido para a iniciativa privada por um governo que chegou ao poder num golpe e agora entrega o patrimônio nacional empobrecendo o nosso país. Sou brasileiro e nacionalista defensor e justiça social e não posso ficar calado. Que essa Casa traga para a audiência pública os bancários, mas outros segmentos sociais para debater o que está ocorrendo no Brasil: o entreguismo do patrimônio nacional aos interesses estrangeiros. Louvo a iniciativa de alguns senadores, Roberto Requião, Lindbergh Farias, que tem batido forte contra a mesma privatização que aconteceu no governo Fernando Henrique Cardoso, que vendeu a Codevasf e o dinheiro nunca apareceu”.

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