Saúde

Levantamento indica baixo risco de infestação do Aedes em Teresina

Teresina aparece com apenas 0,2% de imóveis positivos para o mosquito
Fonte: Prefeitura de Teresina | Editor: Redação 31/10/2017 11:35
Mosquito Aedes aegypti Mosquito Aedes aegyptiFoto: Reprodução

Teresina está em situação de baixo risco para a infestação do Aedes aegypti. É o que indica o resultado do terceiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2017, realizado pelo Ministério da Saúde. A pesquisa foi executada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) na segunda quinzena de outubro.

Segundo os dados divulgados, o Índice de Infestação Predial (IIP) – a relação entre o número de imóveis positivos para o mosquito pelo total pesquisado – da nossa cidade está em 0,2%, considerado satisfatório pelo Ministério da Saúde. No último levantamento, realizado no primeiro semestre, o resultado foi 1,3%. “Os números do LIRAa seguem uma curva de aumento no início do ano, com ápice nos meses de maio e abril”, explica Oriana Bezerra, gerente de Zoonoses da FMS. “Logo após o fim da época das chuvas, é esperado um aumento no índice de infestação, que sofre uma queda na época na estação seca”, informa.

O LIRA acontece três vezes ao ano e abrange todas as regiões da cidade. Os agentes de endemias da FMS percorrem uma média de 13.000 imóveis em busca de focos em ralos, piscinas, vasos de planta e outros potenciais criadouros. São enviados os índices de focos por meio da identificação tanto de larvas, como da forma adulta do inseto. O levantamento é feito por extratos, que são aglomerados de bairros da cidade.

Mesmo com o resultado satisfatório, Oriana Bezerra pede que a população não baixe a guarda e desenvolva o hábito de eliminar todos os potenciais criadouros do mosquito, que consistem em todo e qualquer objeto com capacidade de acumular água. “Este é o período de fazer uma limpeza no seu ambiente, retirar todo esse material e dar o descarte correto, e não jogar em terrenos baldios, nem praças nem logradouros públicos”, pede a gerente.

Os dados obtidos pelo LIRAa servirão como base para o desenvolvimento de estratégias de combate ao Aedes aegypti e trabalhos educativos voltados à prevenção da dengue, zika e chikungunya. Este método existe desde 2002 e foi desenvolvido para atender a necessidade dos gestores e profissionais que trabalham com o programa de controle da dengue de disporem de informações entomológicas de maneira mais rápida.

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