Polícia

Juiz nega soltura de 5 envolvidos na morte do cabo Claudemir

Fonte: Da Redação | Editor: Da Redação 17/05/2017 12:44
Cabo Claudemir Cabo ClaudemirFoto: Reprodução/Facebook

Em decisão do juiz Antônio Reis de Jesus Nolletô, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, datada de 11 de maio e publicada nesta quarta-feira, 17, foi negado o pedido de revogação e mantida a prisão preventiva de cinco acusados de matar o cabo do Bope, Claudemir de Sousa. No total, oito pessoas são acusadas do crime, entre elas a noiva do cabo, Maria Oceonira Barbosa.

“Os acusados ao serem colocados em liberdade, incidiriam na chance de, a qualquer momento, perturbar a paz social, colocando em risco a ordem pública”, diz o magistrado no texto.

A advogada de José Roberto Leal da Silva fez pedido de revogação de sua prisão preventiva, alegando que o acusado não oferece riscos às investigações.

A defesa de Flávio Willame da Silva e Francisco Luan da Sena entrou com pedido de relaxamento de suas prisões por excesso de prazo de conclusão do processo ou a revogação de sua pena para medidas cautelares. O juiz negou e manteve prisão preventiva.

Já os advogados de Igor Andrade e Thaís Monait Neris de Oliveira pediram concessão de liberdade provisória, com aplicação de medidas cautelares ou prisão domiciliar, por ter dois filhos menores que dependem de seu sustento. Porém, a orientação é de que os filhos sejam cuidados por familiares, enquanto estiverem cumprindo pena.

O juiz alega que o crime foi executado de forma grave e violenta e que a decisão de manter a prisão é uma garantia da ordem pública, já que cinco deles possuem antecedentes criminais.

Em outra decisão publicada na última segunda-feira (15), o juiz marcou a audiência de instrução e julgamento para os dias 12, 13 e 14 de junho. Na ocasião serão ouvidos testemunhas e os acusados do crime.

Entenda o caso

O cabo do Bope, Claudemir Sousa, 32 anos, foi assassinado na noite do dia 6 de dezembro do ano de 2016, ao sair da Academia Adrenalina, no bairro Saci, zona sul de Teresina. Dois homens que estavam em um Fiat Uno preto, foram os autores de vários disparos contra o policial. Eles fugiram com o apoio de outros dois, que estavam em uma moto.

Maria Oceonira Barbosa, noiva do policial Claudemir, foi apontada como coautora do assassinato do policial. Oceanira mantinha um relacionamento amoroso com Leonardo Ferreira Lima, apontado como autor intelectual do crime.

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