Brasil

Jovem não aceita término e ataca ex com soda cáustica

Ambos trabalham na mesma empresa e voltam de licença médica nesta sexta-feira (14)
Fonte: Notícias ao Minuto | Editor: Redação 14/12/2018 14:30
Soda cáustica Soda cáusticaFoto: Divulgação

Pablo Henrique, de 26 anos, teve o rosto parcialmente deformado após um suposto ataque de uma ex-namorada com soda cáustica. O caso aconteceu no dia 1º de dezembro, em frente à casa da vítima, na Zona Leste de Manaus (AM), e até hoje ele sofre com as sequelas.

Como relatado pelo 'G1', na madrugada do dia 1º, quando Pablo Henrique voltava para casa do trabalho, ele se deparou a sua ex, com quem esteve junto por um mês. Ela estava disfarçada, usando máscara, boné e casaco. A vítima conta que achou que fosse um morador de rua e pediu para que a pessoa se retirasse dali. Nesse momento, a jovem, de 22 anos, jogou soda cáustica diluída em seu rosto.

A princípio, a substância atingiu o olho esquerdo de Pablo Henrique. Quando ele gritava por socorro, ela despejou o resto da soda cáustica em sua boca e ainda tentou esfaqueá-lo. O homem sofreu queimaduras de terceiro grau na boca, língua e garganta. O boletim de ocorrência por tentativa de homicídio foi registrado no dia 3. A polícia classificou o caso como "agressão grave". A mulher também precisou de atendimento médico, pois acabou se queimando com a substância.

Ainda segundo o site, ambos trabalham na mesma empresa e voltaram de licença médica nesta sexta-feira (14). Pablo diz ter medo de encontrar a ex: "Eu tenho até medo dela tentar de novo, sendo que ainda está na empresa. Mas vou lutar para que ela pague pelo que fez perante a Justiça. Esse tipo de "susto", como ela diz, eu não desejo para ninguém". A suspeita disse em depoimento à polícia que queria "apenas dar um susto" no ex-namorado, pois não aceitava a separação.

Na sua versão, Pablo afirma que os dois nunca namoraram. "Ela me marcava em fotos na internet, espalhava pela empresa que nós namorávamos, mas nunca foi isso. Se foi um mês, foi muito. Às vezes saíamos, não estávamos constantemente juntos. Marcávamos cinema, idas ao bar... Nada de mais. Raras foram as vezes que estivemos como 'namorados' em lugares públicos", afirmou Pablo.

Ele apresentou como provas na delegacia mensagens que ela manda para ele. Em uma delas, após surgir o boato de que ele teria ficado cego após o ataque, ela se despede dizendo: "Melhoras, PCD (pessoa com deficiência".

Em outra, no dia em que pagou a fiança e foi liberada pela polícia, a suspeito pediu desculpas e disse que estava saindo de Manaus: "Não precisa se preocupar com minha presença. Vou sair de Manaus. Espero que esteja bem. Me perdoa".

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