Cultura

Textos inéditos de Torquato vão virar livro e documentário

Onda torquatiana no país só reforça as homenagens dos piauienses ao poeta
Fonte: Notícias ao Munuto | Editor: Redação 07/10/2017 14:21
Torquato Neto Torquato NetoFoto: Reprodução

Quarenta e cinco anos após sua morte, o poeta Torquato Neto (1944-1972) segue uma trajetória de mito resistente da contracultura brasileira. Em Teresina (PI), terra natal, a edição de textos desconhecidos vem iluminando pontos obscuros da obra do tropicalista, também associado à poesia marginal.

Em 2012, a revisita ao seu acervo resultou no lançamento de duas coletâneas de poemas inéditos, "O Fato e a Coisa" e "Juvenílias" (UPJ Produções), por iniciativa do publicitário e professor George Mendes, 60, primo do piauiense e curador do arquivo.

Um terceiro livro de inéditos expõe seu ofício de letrista, principalmente na fase posterior às canções "Geleia Geral" e "Marginália 2" (com Gilberto Gil), que contribuíram para definir o programa estético do tropicalismo.

Três cadernos espiralados alimentaram "Fragmentos Poéticos - A Palavra em Construção", a sair pela UPJ, volume revelador da carpintaria de Torquato em letras como as de "Nenhuma Dor" (com Caetano Veloso), "Todo Dia é Dia D" (com Carlos Pinto), "Andarandei" (com Renato Piau) e "Três da Madrugada" (com Carlos Pinto).

Uma onda torquatiana reforça as homenagens piauienses. O documentário "Torquato Neto: Todas as Horas do Fim", de Eduardo Ades e Marcus Fernando, estreia no Festival do Rio neste sábado. E o tropicalista será o homenageado da 12ª Balada Literária, em São Paulo, entre 8 e 12 de novembro. Ainda neste ano, a editora Autêntica levará às livrarias uma antologia poética selecionada pelo poeta e ensaísta Italo Moriconi.

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