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Hospital de Oeiras é referência em procedimentos em alta complexidade

Além de evitar transferências para a capital, o atendimento também traz mais qualidade de vida aos pacientes.
Fonte: Governo do Piauí | Editor: Redação 03/04/2018 14:30
Procedimento na especialidade bucomaxilofacial no Hospital de Oeiras Procedimento na especialidade bucomaxilofacial no Hospital de OeirasFoto: Ascom HRDC

Os hospitais regionais mostram-se cada vez mais resolutivos. Uma das estratégias para esse fortalecimento na assistência hospitalar da rede estadual é a oferta de novos serviços, como ocorre no Hospital Regional Deolindo Couto, em Oeiras. Lá, a oferta de cirurgia em alta complexidade, especialmente em bucomaxilofacial, além de evitar as transferências para a capital, também traz mais qualidade de vida aos pacientes.

É o caso de Rogério de Sousa (26). Há dois anos, ele sofreu um grave acidente em Goiânia (GO), que mesmo sendo submetido a várias cirurgias e ficar 20 dias em coma, ficou com sequelas, uma delas foi na face, que ficou politraumatizada. Parte da testa e a região entre os olhos estavam afundadas, o que causavam sangramento pelos olhos e dores de cabeça incessantes, além de uma fratura no nariz. A dor física também era acompanhada pela baixa autoestima, que fazia com que Rogério pouco saísse de casa, ou seja, não tivesse vida social. Com a cirurgia, ele conta uma nova história.

“Voltei a realizar minhas atividades normalmente, já que não sinto dores como sentia antes. Eu tentava me esconder por conta da aparência da minha lesão e agora sinto que não preciso mais. A recuperação está sendo rápida e minha autoestima já é outra”, relata o paciente.

Para reconstituir a face de Rogério, com o suporte da Secretaria de Estado da Saúde, o Hospital de Oeiras adquiriu os materiais necessários para o procedimento, que, se fosse realizado na rede particular, teria um custo em torno de R$ 150 mil. Também foi mobilizada uma equipe especialista na área, tendo à frente cirurgião bucomaxilo Pablo Diego, que usou a tecnologia para projetar a face do paciente.

“Fizemos uma projeção da face, em que trouxemos o formato do rosto dele para mais próximo do que era antes. Além da parte estética, ele também corria risco de meningite porque não tinha mais a formação óssea ideal na parte anterior da cabeça, mas com a correção o paciente não está mais vulnerável à doença”, comenta o médico.

O diretor-geral da unidade, Alipio Sady, explica que os investimentos realizados, tanto a estrutura física, como em relação à implantação de UTI, mudaram o perfil do hospital. De acordo com ele, procedimento similar já havido sido realizado antes, numa criança. “Recentemente, fizemos uma cirurgia de alta complexidade de bucomaxilo em uma criança, quando foi feita a reconstrução do lábio superior em palato. Esse outro procedimento (do Rogério), mais complexo, com cerca de seis horas no centro cirúrgico, demandava não só uma estrutura profissional, mais leito de UTI”, explicou o diretor.

Os cuidados não pararam aí. Após a cirurgia, o paciente tem todo o acompanhamento pelos profissionais do hospital. “Alguns precisam de algum procedimento fisioterápico, ou em clínica, e ele tem esse acompanhamento até o momento de sua alta. Não é só o ato cirúrgico. É feito um acompanhamento integral, completo”, afirma Sady.

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