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Homens que respondem na justiça por violência doméstica participam do Projeto Reeducar

O projeto é desenvolvido por meio de palestras, rodas de conversa e abordagens interativas
Fonte: Com informações do MP | Editor: Alinny Maria 27/09/2017 10:15
Segunda edição do Projeto Reducar Segunda edição do Projeto ReducarFoto: Divulgação

Quinze homens em processo judicial por envolvimento em situação de violência doméstica e familiar contra a mulher, participam da segunda edição do “Projeto Reeducar: O homem no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, que teve inicio nesta terça-feira (27). O projeto é desenvolvido pelo Ministério Público do Piauí (MP-PI), por meio da 10ª Promotoria de Justiça em parceria com órgãos e entidades que compõem a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, bem como também o Núcleo de Atendimento ao Preso Provisório (NAPP).

Por meio de palestras, rodas de conversa e abordagens interativas, o projeto desenvolve, ao longo de nove módulos, sendo um a cada mês, a desconstrução da cultura machista e de violência.

“Esse é um projeto inovador, que trabalha a ressocialização de pessoas acusadas de violência doméstica, com ações educativas. O número de pessoas que chegam na audiência de custódia envolvidas em situação de violência é enorme, então isso vai ajudar muito na redução dos números ao longo do tempo”, afirma a coordenadora do NAPP, Geracina Olímpio de Melo.

Promotora Amparo Paz Promotora Amparo Paz

Na primeira edição, a proposta foi desenvolvida com nove homens, e teve como principal resultado o índice de zero reincidência no crime. “O trabalho que desempenhamos aqui tem a sua relevância comprovada justamente nesse resultado. A zero reincidência traduz o sentimento de que os conceitos de paz e respeito foram assimilados pelos homens”, pontua a coordenadora do Reeducar, promotora de Justiça Amparo Paz.

Para a promotora Amparo Paz, a segunda edição do Reeducar simboliza um avanço nas políticas de enfrentamento à violência contra a mulher no Piauí. “É muito bom ver como o projeto foi bem aceito pela comunidade e pelos participantes, o que reflete uma esperança de que estamos no caminho certo para extinguir a cultura de violência e opressão. Estamos cheios de expectativas para esta segunda edição e, a partir do contato que já tivemos, hoje, no primeiro módulo, pudemos identificar a disposição e interesse de cada um dos homens participantes. O Reeducar, mais uma vez, tem tudo para dar certo”, finaliza Amparo Paz.

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