Política

Greve de enfermeiros do Estado repercute na Assembleia

Deputados querem encerrar a greve para não penalizar a população
Fonte: Paulo Pincel | Editor: Alinny Maria 02/04/2019 14:02
Os grevistas ocuparam as galerias da Assembleia Legislativa Os grevistas ocuparam as galerias da Assembleia LegislativaFoto: Paulo Pincel

A deputada Teresa Britto foi a primeira oradora a falar na tribuna do Legislativo, nesta terça-feira (2), quando considerou justa a greve dos enfermeiros, auxiliares e técnicos em enfermagem do Estado. Neste momento estão parados os hospitais Getúlio Vargas Hospital Infantil, HPM, HDIC, Areolino de Abreu, Evangelina Rosa, em Teresina, Hospital Justino Luz, Picos; Hospital Dirceu Arcoverde, Parnaíba.

Teresa Britto lembrou que em 2016, em um dissídio coletivo, quatro pontos foram acordados: a regularização da gratificação de produtividade (Gimas), instalação da comissão para elaboração do Plano de Cargos, a definição de reajuste linear para a categoria, que acumula perdas salariais de 37%, em como as promoções, que não acontece desde 2009. A última cláusula é o enquadramento dos mais de 5 mil servidores, que tem um salário médio de R$ 1.200.

Segundo a deputada, 60% dos serviços hospitalares são executados por enfermeiros. “Eles são responsáveis por cuidar dos pacientes, das UTIs. E esperam há 3 anos pelo Plano de Cargo; estão há 6 anos sem qualquer reajuste salarial.

A greve, acrescentou, começou sem prazo para terminar. Em todos os hospitais do Estado do Piauí os profissionais estão parados e a população usuária dessa rede hospitalar é quem está sofrendo. “Nós precisamos dar o encaminhamento urgente e o governador precisa cumprir com os compromissos acordados ainda em 2016, ainda na gestão do agora deputado Francisco Costa, que era o secretário de Saúde na época e fez um acordo com a categoria, mas só cumpriu o a primeira cláusula que foi a criação da gratificação de produtividade.

Teresa Britto ressaltou a necessidade da realização do concurso público para contratação de pessoal, porque a grande maioria dos servidores da Saúde são terceirizados.

“A categoria vai solicitar uma audiência pública para debater e resolver essas questões e por fim a essa greve. A categoria vai estar aqui amanhã novamente para ver aprovado esse requerimento solicitando a realização da audiência para que possamos ouvir as justificativas do governo e principalmente, dar uma resposta positiva a esses servidores. Porque já foi discutido já foi definido o plano de cargos, carreira e salário, as progressões. Temos que encerrar o mais urgente essa greve porque quem está sofrendo é a população usuária. É o quarto governo do Wellington Dias, ele não chegou hoje. Temos uma fila enorme de pessoas esperando a cirurgia, a falta de medicamentos, temos vários problemas e agora os profissionais que cuidam dos pacientes entraram em greve A situação está caótica não podemos deixar isso acontecer aí eu peço que todos que fazem sua casa nos ajuda a sensibilizar o governador Wellington Dias. Solicitar o deputado Francisco Costa, que já foi secretário de Saúde para que ele nos ajude a sensibilizar Governador atender a essa categoria. Muito já deveriam estar aposentados e não o fizeram porque estão esperando aguardando essa progressão a correção dos salários que estão defasados. Quero pedir o apoio dos membros da Comissão de Saúde, Educação e Cultura para que a gente possa acabar a greve o mais urgente possível e a população não seja penalizado como está nesse movimento”.

A greve

A presidente do Sindicato do Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos do Estado, Cleane Guimarães, explicou que serão mantidos os 30% previstos em lei, bem como os atendimentos de urgência e emergência. Toda a parte ambulatorial será paralisada.

A direção do sindicato vai se reunir, nesta quarta-feira (3), às 16h, na sede da Secretaria de Estado da Saúde, no Centro Administrativo, em Teresina, com os secretários de Saúde, Florentino Neto, e de Administração e Previdência, Ricardo Pontes, para negociar as reivindicações da categoria.

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