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Governo de SP reduz tempo de aulas e aumenta número de disciplinas

A mudança resulta na redução de 10% na duração das disciplinas regulares e obrigatórias, como Matemática e Língua Portuguesa
Fonte: Notícias ao Minuto | Editor: Da Redação 07/05/2019 08:32
Redução de tempo de aula Redução de tempo de aulaFoto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governador João Doria (PSDB) anunciou nesta segunda-feira, 6, que, a partir de 2020, as aulas das escolas da rede paulista terão 45 minutos - e não mais 50. A redução do tempo ocorre para ampliar de seis para sete o número de aulas diárias para os alunos dos anos finais do ensino fundamental (do 6.º ao 9.º ano) e ensino médio. O aumento de aulas é para acomodar na grade novas disciplinas para desenvolver competências socioemocionais e de tecnologia.

A mudança resulta na redução de 10% na duração das disciplinas regulares e obrigatórias, como Matemática e Língua Portuguesa. O novo modelo vai exigir um aumento da carga horária de 15 minutos por dia para 3 milhões de alunos de 3,8 mil escolas. Quando estiver em vigor, os estudantes do período matutino passam a sair da escola às 12h35. No período vespertino, a saída passará a ser às 18h35.

A mudança, segundo o governador, é uma das medidas pensadas para alcançar a meta de, em 2021, colocar a rede estadual paulista como a primeira no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Desde 2013 a rede estadual não alcança as metas do indicador.

Pelo novo projeto pedagógico, os estudantes terão duas aulas por semana de uma atividade chamada Projeto de Vida, que contempla aspectos como gestão do próprio tempo, organização pessoal e compromisso com a comunidade, mais duas aulas de eletivas e uma de tecnologia. As opções de eletivas serão levantadas a partir do anseios dos alunos e possibilidades dos professores.

Sobre a redução de 10% do tempo de aulas das disciplinas regulares, a gestão Doria diz que vai dar formação aos professores para que aproveitem melhor o tempo em sala de aula. O novo modelo não prevê a contratação de mais professores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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