Política

Governador visita barragem e já busca ajuda para famílias

Wellington Dias acompanha desde domingo os trabalho em José de Freitas
Fonte: Paulo Pincel | Editor: Alinny Maria 11/04/2018 16:29
Governador Wellington Dias inspeciona a Barragem do Bezerro, em José de Freitas Governador Wellington Dias inspeciona a Barragem do Bezerro, em José de FreitasFoto: Francisco Leal/CCom

O governador Wellington Dias esteve na manhã desta quarta-feira (11) em José de Freitas, a 50Km de Teresina, acompanhado de perto o trabalho da força-tarefa que trabalha para impedir o rompimento da Barragem do Bezerro, que registrou uma diminuição de 60 centímetros no nível de água, segundo os técnicos que monitoram o reservatório desde o último domingo (8).

Wellington Dias também visitou famílias removidas dos locais de riscos para abrigos montados em escolas municipais em José de Freitas, onde conversou com várias pessoas que ficaram desabrigadas pelas águas da barragem.

Equipes do Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi), Seceretárias de Estado da Defesa Civil, Meio Ambiente, Assistência Social, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar, Exército e Prefeitura de José de Freitas atuam também na remoção das famílias dos locais considerados de risco. São cerca de 450 pessoas retiradas de áreas de risco em José de Freitas e outras 110 pessoas em
Batalha. Há desabrigados ta,mbém em Barras.

Wellington Dias conversa com a força-tarefa que atua em José de Freitas
Wellington Dias conversa com a força-tarefa que atua em José de Freitas [Foto: Francisco Leal]

O governador falou com os jornalistas que acompanharam a inspeção na parede da barragem, onde uma fissura foi detectada no sábado passado. Os principais trechos da entrevista de Wellington Dias você confere a seguir:

Ações preventivas

"Desde domingo, estou ciente da situação da barragem. Estive acompanhando e definindo medidas com ao auxílio da vice-governadora [Margarete Coelho] e todos os órgãos competentes. O volume de água que vem caindo é muito grande. O lado bom é que muitas reservas de águas agora estão cheias, o que alivia o período de estiagem. No início do ano, quando percebemos que a estação seria rigorosa, criamos um grupo integrado para direcionar trabalhos no sentido de ficarem prontos para eventuais situações de alagamentos. E esse grupo está atuando agora com o planejamento que já estava sendo feito”.

Rachaduras

“[A cheia] Afeta a capital Teresina e algumas cidades ribeirinhas. Passamos a apoiar o trabalho com os municípios. Sempre que tem um período longo de seca tem situações que racham as paredes. Isso ocorre até com uma caixa d’água. Da mesma forma acontece nas barragens mais antigas. Fizemos esse levantamento e melhoramos muitas barragens e evitamos problemas maiores e tivemos esse problema em José de Freitas. Eu recebi o comunicado no domingo e iniciamos uma agenda com o Idepi e determinei essa força tarefa. Uma equipe especial integrada com o município. A vice-governadora acompanhou de perto”, ressaltou.

Ajuda

“São pessoas atingidas. Não só em José de Freitas, mas Cabeceiras, Joca Marques, Luzilândia são vários municípios que temos situações que precisam de atenção ou retirada para amenizar os riscos e situações em que as pessoas que tiverem as casas caídas precisam de rendimento. Na segunda-feira, em Brasília, já fiz o primeiro contato com o Ministério da Integração Nacional que se dispôs a apoiar a atenção as famílias, mas em relação aos danos”.

Interdições

“Já temos algumas estradas interditadas e o inverno prossegue com mais chuvas no Centro e Norte do Estado. Já aliviou mais no Sul. Mas ficam os estragos como barragens, pontes e estamos trabalhando para que possamos somar. É preciso trabalhar junto com os municípios e o Ministério da Integração. Um executa outros com obras de engenharia. A notícia boa é que a barragem baixou 59 cm. Reduzimos a pressão da água que sairia pelo sangradouro para evitar que a velocidade da água causasse estragos. A partir da radiografia da parede da barragem vamos tomar a decisão como ué vamos fazer a intervenção definitiva”.

Vidas

“Eu vivenciei outros momentos como em Cocal que é dramático. E vivi incêndios em 2015 e 2016 e o objetivo primeiro é o ser humano [...] [Os voluntários] São pessoas que estão contribuindo e ajudando. Agradeço as famílias que acolheram os desabrigados. Agradeço a todos os voluntários. É um ato de solidariedade. Nosso cuidado principal é com a vida humana”.

Wellington Dias e Margarete Coelho com moradora desabrigada
Wellington Dias e Margarete Coelho com moradora desabrigada com filho recém-nascido [Foto: Francisco leal]


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