Política

Governador assina protocolo sobre meio ambiente em Portugal

Acordo prevê a venda de ativos ambientais e será executado no Piauí
Fonte: CCom/Izabel Ribeiro | Editor: Paulo Pincel 23/02/2018 08:58
Governador do Piauí, Wellington Dias, em Portugal Governador do Piauí, Wellington Dias, em PortugalFoto: CCom

O governador Wellington Dias assinou, nesta quinta-feira (22), um protocolo de cooperação técnica e participou da inauguração da sede da Associação Portugal Mata Viva, que adotará o mesmo modelo de sistema operacional e a plataforma de vendas dos ativos ambientais que será executado no Piauí, através do meio Ativo Verde Piauí.

O governador foi recebido pelo presidente da Câmara do município de Paredes de Coura, Vitor Paulo Pereira; pela secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza do Ministério do Ambiente, Célia Ramos, e por Maria Tereza Umbelino, representante da BMV Portugal / Portugal Mata Viva.

Segundo o governador, a plataforma de vendas de ativos ambientais tem como objetivo cumprir algumas metas que são tratados internacionais. “O Piauí, como outros estados do Brasil, a exemplo de Goiás, criou um programa denominado Ativos Verdes, similar ao Programa Tesouro Verde, Portugal Mata Viva”, disse, esclarecendo que o Piauí tem condições de preservar áreas de floresta nativa e transformá-la em créditos de ativos ambientais.

“Se alguém tem mil hectares de floresta, pode tomar a decisão de preservar ou desmatar. Quem causou danos ambientais pode pagar essa conta direcionando dinheiro a quem preserva. Vamos imaginar algo em torno de dois mil euros, por ano, por hectare, com base na quantidade de metros cúbico de madeira. Assim, é possível garantir que as famílias que vivem nessa propriedade possam praticar serviços ambientais para manutenção dessa floresta. Evita-se incêndio, faz-se replantio”, explica o governador.

Wellington Dias afirma que o Piauí ainda está na fase de aprendizado, mas é possível destacar algumas mudanças com a execução desse programa de preservação ambiental. “Entre as mudanças que podem surgir, temos a fixação de mais pessoas na zona rural com renda e, ao mesmo tempo, é possível avançar com algumas atividades que convivem bem com a preservação ambiental, a exemplo da criação de abelha para produção do mel, uma atividade econômica que convive bem com as florestas”, afirma.

Para Vitor Paulo Pereira, a parceria com o Piauí é importante, sobretudo, para partilhar tecnologia. “Temos que conciliar interesses individuais, econômicos e ecológico. Vocês estão muito à frente. Então, esse encontro abre portas para irmos ao Brasil e ao Piauí e aprendermos com o exemplo de vocês”, disse.

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