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França vence a Croácia por 4x2 e é bicampeã da Copa

A Croácia nunca venceu a França: foram três vitórias e um empate
Fonte: Agência Brasil | Editor: Paulo Pincel 15/07/2018 13:50
França é bicampeão do mundo França é bicampeão do mundoFoto: Twitter/Fifa

Os franceses voltam ao topo do mundo. Em um decisão com gol contra e uso do VAR inéditos em finais de Copa do Mundo, além de invasão de gramado por um grupo radical russo, a França derrotou a Croácia por 4 a 2, neste domingo, no Estádio Olímpico Lujniki, em Moscou, e conquistou o título mundial de futebol pela segunda vez na história. Mandzukic (contra), Griezmann, Pogba e Mbappé fizeram os gols da equipe azul, enquanto Perisic e Madzukic, este se aproveitando de uma falha bizarra do goleiro e capitão Lloris, descontaram para a Croácia.

Seis gols na decisão

Desde a Copa de 1958, que terminou 5 a 2 para o Brasil em cima da Suécia, que uma final de Copa não tinha tantos gols em 90 minutos. Embora em 1966 a Inglaterra tenha vencido a Alemanha pelo mesmo placar de 4 a 2, dois gols ingleses saíram na prorrogação. O resultado iguala as finais de 1930 (Uruguai 4 x 2 Argentina) e 1938 (Itália 4 x 2 Hungria).

Franceses comemoram gol contra a Croácia
Franceses comemoram gol contra a Croácia [Foto: Reuters]

Após um primeiro tempo bem movimentado, a França vai levando a melhor sobre a Croácia. Quando os croatas jogavam melhor, controlando as ações ofensivas, Mandzukic marcou contra após cobrança de falta de Griezmann. Perisic empatou para o time do Leste Europeu, mas um pênalti marcado com o auxílio do VAR - após toque de mão de Perisic - deu a oportunidade dos franceses marcarem o segundo com Griezmann.

Perisic mete amão na bola num escanteio. Diante das reclamações, o árbitro Nestor Pitana consulta o VAR (árbitro de vídeo) e marca o pênalti. Griezmann bateu e fez 2X1 para a França.

Atualizada às 12h28

Croácia empata contra a França com golaço de Perisic. Modric cruza para a beira da área, onde Vrsaljko sobe e escora para o meio. Mandzukic briga no alto com Pogba, e Rebic também desvia. Vida pega a sobra e escora para Perisic, que limpa Kanté com o pé direito e solta uma bomba com pé esquerdo. A bola desvia em Varane e vai para o fundo das redes!

O centroavante da Croácia Mario Mandzukic fez contra aos 18 minutos do primeiro tempo, em cobrança de falta que não houve.

Postada aos 11h30

Depois de 24 dias e 63 partidas a Copa do Mundo 2018 terá hoje (14) o seu capítulo final no Estádio de Luzhniki, em Moscou, a partir das 12h (horário de Brasília). França e Croácia são as únicas das 32 seleções que restaram na competição e farão uma final inédita. Com seu ataque veloz e meio campo habilidoso, a França é favorita, como já era desde o início do Mundial.

No início de junho, no entanto, outras seleções também faziam parte do grupo daquelas com condições de chegar à decisão. Entre elas, Brasil, Espanha e Alemanha. Todas caíram precocemente, menos a França. Se o título for para os “Bleus”, terá passado pelos pés de Mbappé e Griezzman. Os dois atacantes têm se destacado na campanha do país neste mundial.

Eles ainda têm a companhia luxuosa de um meio-campo talentoso e veloz, composto por Pogba, Matuidi e Kanté. Mesmo com toda essa qualidade, a França está focada em vencer, e não em inspirar o mundo com seu futebol. Na maioria dos jogos decisivos, os franceses têm deixado o adversário atacar e apostado nos contra-ataques em velocidade. Tem dado certo.

França comemora gol contra a Austrália, na primeira fase do Mundial. - Sergio Perez/Reuters/Direitos reservados

Zebra quadriculada

E no grupo das favoritas não havia a Croácia. Mas o time do Leste Europeu tinha talento para ir longe na Copa. O meio-campo croata não é celebrado à toa: Modric e Rakitic são titulares no Real Madrid e Barcelona, respectivamente. O centroavante Mandzukic, autor do gol da classificação à final, joga na Juventus, melhor time da Itália na atualidade.

O técnico Zlatko Dalic ainda contou com uma boa Copa do atacante Perisic, do lateral direito Vrsaljko e dos zagueiros Lovren e Vida, além do seu goleiro. Subasic pegou quatro pênaltis, sendo fundamental para a sequência do time na Copa.

De um time como esse se esperava uma participação até as quartas de final, quando sairiam honrosamente. Mas a Croácia mostrou, além da qualidade no toque de bola no meio-campo, muita entrega e determinação nas partidas eliminatórias. Cada bola é disputada como se fosse a última, jogadores disputaram prorrogações seguidas, lesionados, mas nunca desistiam da vitória.

Comemoração do segundo gol da Croácia contra a Nigéria, na primeira fase - Fabrizio Bensch/Reuters/Direitos reservados

É inegável, no entanto, que a Croácia entra em campo mais cansada. Enquanto a França definiu sua classificação nas três partidas eliminatórias ainda no tempo normal, a Croácia jogou três prorrogações, totalizando 90 minutos a mais que os franceses. O técnico croata Zlatko Dalic sabe da condição física dos seus jogadores que, como se não bastasse, tiveram um dia a menos de descanso. A França fez a primeira semifinal e a Croácia só venceu a Inglaterra no dia seguinte.

“Os jogadores me dirão se estão prontos ou não. Sim, alguns não treinaram, mas não temos mais que treinar. Temos sim pequenos problemas, mas acredito que resolveremos todos hoje [sábado]”, disse Dalic, na coletiva de imprensa realizada ontem (14).

França e Croácia já se enfrentaram quatro vezes, entre partidas oficiais e amistosos. Foram três vitórias da França e um empate. A Croácia jamais venceu os franceses. Mas Dalic mostrou não se importar com as estatísticas desfavoráveis e a condição de “azarão” nesta final.

“Estatísticas e recordes estão aqui para serem quebrados. Não importa quem é seu oponente na final. É nossa meta dar nosso melhor, o mundo inteiro estará assistindo a Croácia. Viemos para desfrutar do jogo e vencê-lo”, disse o treinador.

Do outro lado, a França não alimenta o favoritismo. O técnico Didier Deschamps prega respeito ao adversário e elogiou o trabalho de Dalic no comando da seleção. “Eu tenho realmente um grande respeito pelos jogadores da Croácia e pelo técnico Zlatko Dalic. Não podemos esquecer o que ele fez com um país tão pequeno”.

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