Polícia

Famílias de Iarla e Camila se únem na dor contra feminicídio

Mais de 200 pessoas foram ao protesto no Quartel do Comando Geral da PM
Fonte: Paulo Pincel | Editor: Luiz Brandão 08/11/2017 18:48
Manifestação em frente ao Comando Geral da PM em Teresina Manifestação em frente ao Comando Geral da PM em TeresinaFoto: Reprodução/TV

A mesma dor - pela perda das filhas - uniu duas famílias na tarde desta quarta-feira (8), no protesto contra o feminicídio e a impunidade, que reuniu mais de 200 pessoas em frente ao Quartel do Comando Geral da Polícia Militar. Juntas as famílias de Iarla Barbosa e Camila Abreu, mortas a tiros pelos namorados, vestiram branco, estamparam as fotos das filhas, duas jovens lindas e felizes, para pedir Justiça. As rosas brancas nas mãos eram mais uma lembrança à delicadeza das estudantes, executads sem chance de defesa pelos assassinos.

Os manifestantes cobraram a punição exemplar de José Ricardo Silva Neto, ex-tenente do 2º Batalhão de Engenharia e Construção, e do capitão-PM Alisson Wattson da Silva Nascimento, que estão presos por homicídio qualificado.

A vereadora Rosário Bezerra, a delegada da Mulher, Wilma Alves e outras autoridades estiveram presentes. O promotor de Justiça, Francisco de Jesus, representou o Ministério Público do Estado (MPE). "Vamos acompanhar até o desfecho final, fiscalizando todos os poderes e conclamando a sociedade e buscando a responsabilização desses agressores. Esse crime não ficará impune e, no que depender do Ministério Público, estaremos vigilantes”.

O capelão da PM, Padre Carlos, abençoou os presentes e abraçou os familiares num gesto de solidariedade da Polícia Militar às famílias. Cartazes e uma faixa amarela pediam justiça.

O capelão da PM abençoou os presentes
O capelão da PM, Padre Carlos, abençoou os presentes


Mãe de Iarla
Dona Cecília, avô de Camila...

Pai de Camila
Seu Jean, pai de Camila Abreu

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