Polícia

Família de mulher morta a facadas na zona Sul diz que agressor não era esposo da vítima

O agressor disse à polícia que encontrou a esposa na cama com outra mulher
Fonte: Redação | Editor: Alinny Maria 03/06/2017 09:31
Central de Flagrantes de Teresina Central de Flagrantes de TeresinaFoto: Divulgação

A família de Antônia Alves Martins, 39 anos, mais conhecida como Rosa, morta na tarde de ontem (2), no Parque Vitória, região do Promorar, zona Sul de Teresina, diz que o homem que a assassinou mentiu durante o depoimento à polícia. Segundo a família, o suspeito identificado como Francisco Gomes Teixeira, 44 anos, sequer é esposo da vítima.

Rosa foi encontrada desmaiada na casa onde morava, com uma facada no pescoço e hematomas na cabeça. A mulher chegou a ser socorrida e levada ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), onde não resistiu e faleceu.

Após o crime, Francisco Teixeira foi preso em flagrante e confessou que matou a “esposa”. Francisco disse à polícia que chegou do Ceará e encontrou a esposa com outra mulher na cama e isso fez com que ele praticasse o crime.

Toda essa versão é desmentida pela família de Rosa. Familiares de Rosa estão bastante abalados, mas um deles foi autorizado a comentar sobre o caso. De acordo com Alan Kleiton, primo da vítima, o suspeito desenvolveu um amor platônico por Rosa e ela sempre deixou claro que não queria nada com Francisco.

“Ele [Francisco] é apaixonado por ela [Rosa] desde a adolescência, quando ela morava lá no Ceará. Aí ela veio para Teresina, casou, teve dois filhos com o ex-marido. Rosa se separou do marido há uns dois anos, e Francisco soube da separação, voltando a perturbá-la novamente. Mas eles nunca tiveram nenhum caso”, explica Alan Kleiton.

Segundo a família, Rosa era evangélica e não tinha nenhum envolvimento com outra mulher. “Quando o suspeito chegou na casa de Rosa, ele encontrou uma vizinha lá com ela, a Santinha, que também é evangélica e amiga de Rosa. Então ele disse que queria conversar com minha prima, e ela pediu que Santinha saísse para que os dois tivessem uma conversa séria. Isso foi por volta de 9h, quando chegou o horário de pegar as crianças na escola, Santinha ficou chamando Rosa e ela não aparecia. Foi quando ela entrou na casa e se deparou com ela machucada no chão”, diz o primo da vítima.

Para a polícia, o suspeito relatou que estava viajando para Quiterianópolis, no Ceará e ao chegar em casa flagrou a mulher com outra. Já a família nega e diz que ele é do Ceará e não mora aqui, veio para tentar algo com ela, sem êxito, decidiu matá-la. A família diz ainda que o suspeito mandou mil reais para a vítima, sem ela pedir, na tentativa de conquistá-la.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.O corpo de Rosa está sendo velado na Igreja Batista do Residencial Dignidade, no bairro Angelim e o sepultamento acontece às 16h, no cemitério Santa Cruz, no Promorar. Ela deixa duas crianças de cinco e dez anos.

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