Ciência & Tecnologia

Experimento da NASA envia sêmen humano e de touros ao espaço

Objetivo do estudo é analisar o processo de reprodução sem gravidade
Fonte: Noticias ao minuto | Editor: Redação 10/04/2018 12:33
Imagem ilustrativa Imagem ilustrativaFoto: Reprodução

Colonizar outros planetas é um sonho antigo da Humanidade, mas não é possível viver um plano tão ambicioso sem uma grande preparação. Afinal, é preciso assegurar que humanos conseguirão viver da Terra por um longo período. Um experimento da NASA enviou amostras de sêmen humano e de touros para a Estação Espacial Internacional (EEI), com o objetivo de estudar a reprodução sem gravidade.

"Nós ainda não sabemos como voos espaciais de longa duração afetam a saúde reprodutiva e esta investigação será o primeiro passo no entendimento sobre a viabilidade potencial da reprodução em condições de gravidade reduzida”, diz comunicado da agência espacial norte-americana.

O experimento é coordenado pelo Centro de Pesquisas Ames da Nasa, em Mountain Ville, na Califórnia. Segundo o jornal 'O Globo', o sêmen humano e bovino têm características fisiológicas semelhantes. Em mamíferos, os espermatozoides precisam ser ativados para nadar em direção ao óvulo.

Estudos anteriores sugerem que, em microgravidade, essa ativação ocorre de forma mais rápida nestas condições. No entanto, a fusão com o óvulo acontece de forma mais lenta, ou não ocorre. O problema é que atrasos nesta fase podem impedir a fertilização no espaço.

Na Estação Espacial, os astronautas vão descongelar as amostras e testar substâncias para ativar o movimento do espermatozoide. É esta movimentação que será analisada no espaço. Depois, as amostras vão retornar para o nosso planeta, onde cientistas vão avaliar se o esperma se comporta de forma diferente em um ambiente sem gravidade.

“Pouco se sabe sobre a biologia da reprodução no espaço e este experimento vai começar a preencher esta lacuna ao medir, pela primeira vez, quão boas são as funções do espermatozoide no espaço”, afirmou a NASA.

“Estudar a biologia reprodutiva no espaço é útil porque o ambiente de microgravidade único pode revelar processos e conexões não visíveis na gravidade da Terra”, completa.

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