Política Nacional

Ex-procurador da República depõe no Rio sobre áudios da JBS

Fonte: Agência Brasil 08/09/2017 17:03
O ex-procurador da República Marcelo Miller presta depoimento na sede da Procuradoria Regional da República no Rio de Janeiro O ex-procurador da República Marcelo Miller presta depoimento na sede da Procuradoria Regional da República no Rio de JaneiroFoto: Alex Lanza/MPMG

O ex-procurador da República Marcelo Miller foi hoje (8) à tarde à sede da Procuradoria Regional da República (PRR) no Rio de Janeiro para prestar depoimento. As declarações de Miller podem influenciar na decisão do Ministério Público Federal (MPF) de revisar ou não a delação premiada dos executivos do grupo J&F Joesley Batista, Ricardo Saud e Francisco de Assis e Silva. O ex-procurador é acusado de ter agido ilegalmente a favor da J&F durante o processo de colaboração premiada.

As delações passaram a ser questionadas desde que gravações de conversas de Joesley Batista, um dos sócios da J&F, revelaram a proximidade de Miller com os executivos. Após a assinatura das delações, o ex-procurador foi contratado para a defesa do grupo J&F no escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe. De acordo com nota da PGR, em uma das gravações, com cerca de quatro horas de duração, Joesley Batista, dono da JBS, e Ricardo Saud, diretor do grupo, conversam sobre suposta atuação de Miller no processo de colaboração premiada.

O comunicado do MPF informa que alguns fatos precisam ser esclarecidos. “Consta do vasto material entregue à PGR diversos áudios, um dos quais possui cerca de quatro horas de duração, aparentemente gravado em 17 de março deste ano, e traz uma conversa entre os colaboradores Joesley Batista [dono da JBS] e Ricardo Saud [diretor do grupo]. Apesar de partes do diálogo trazerem meras elucubrações, sem qualquer respaldo fático, inclusive envolvendo o Supremo Tribunal Federal e a própria Procuradoria-Geral da República, há elementos que necessitam ser esclarecidos”, declarou a PGR.

A controladora da JBF afirmou que “conforme declarou a própria PGR, em nota oficial, o diálogo em questão é composto de ‘meras elucubrações, sem qualquer respaldo fático’. Ou seja, apenas cogitações de hipóteses - não houve uma palavra sequer a comprometer autoridades”.

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