Política

Ex-ministro Carlos Gabas participa de reunião na Seadprev

Ex-ministro vem discutir Previdência com Franzé Silva e Marcos Steiner
Fonte: Redação 10/07/2017 18:50
Reunião com o ex-ministro da Previdência, Carlos Gabas Reunião com o ex-ministro da Previdência, Carlos GabasFoto: Jarbas Santana/SeadPrev

O ex-ministro da Previdência - nos governos Lula e Dilma - Carlos Gabas participou, na tarde desta segunda-feira (10), de reunião com o secretário de Administração e Previdência, Franzé Silva, e com o presidente da Fundação Piauí Previdência, Marcos Steiner Mesquita, além de técnicos das duas pastas, para discutir assuntos relacionados à previdência estadual. A reunião aconteceu às 16h30, no Centro Administrativo. A superintendenrte de Parcerias e Concessões, Viviane Moura, também participou da reunião.

Pacote de maldades

Crítico ferrenho das reformas propostas pelo presidente Michel temer, Carlos Gabas chamou de “pacote de maldades” as mudanças na Previdência, como quer o governo. “É maldade com o deficiente pobre, é maldade com o idoso pobre, a viúva pobre, o trabalhador rural principalmente. É um conjunto de maldades mesmo. É crueldade. Em vários locais do país a expectativa de vida não chega aos 65 anos. Em um país desigual como o Brasil - que tem desigualdade social, regional e econômica - você não pode usar uma média como regra para o país inteiro. Tem muitos locais que sequer chegam aos 65”, advertiu o ex-ministro, quando esteve aqui em abril deste ano, participando de uma palestra promovida pelo Sebrae-PI.

“O Brasil não trata igual homens e mulheres. Elas sofrem um preconceito danado. O nosso país é de uma cultura patriarcal e machista. Quando as condições reais foram iguais, você pode igualar regra, hoje não pode”, acrescentou Gabas, que percorreu várias capitais e grandes cidade do país levando o debate sobre o que, de fato, está por atrás da reforma da previdência.

“O objetivo é mostrar que é um desmonte do sistema de proteção social”, disse o ex-ministro, elencando algumas das alternativas à reforma proposta por Temer. “Começaríamos cobrando a dívida que tem das empresas com a previdência social, reduzindo as desonerações de folha, reduzindo as renúncias fiscais em relação à previdência e encontrando alternativas de financiamento e não retirando direitos como o governo está fazendo. O governo só está mexendo no direito do trabalhador, especialmente o do trabalhador mais pobre, por isso que eu digo que é um pacote de maldades”.

Reunião Reunião na SeadPrev

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