Política

Evangelina Rosa tem 15 dias para demitir 200 temporários

Auditoria do TCE-PI constatou um aumento de 85% nos gastos com temporários
Fonte: TCE-PI | Editor: Paulo Pincel 15/06/2018 10:54
Maternidade Dona Evangelina Rosa Maternidade Dona Evangelina RosaFoto: Elis Pegado

A direção da Maternidade Dona Evangelina Rosa tem prazo de 15 dias para afastar 200 servidores com contratos temporários, que seriam desnecessários para o funcionamento daquela unidade de saúde, que emprega 1.700 funcionários, entre efetivos, temporários e prestadores de serviço. A recomendação foi feita pelo conselheiro Alisson Araújo, que pediu o afastamento dos prestadores da maternidade e foi acompanhado pela maioria dos conselheiros.

Uma auditoria feita por técnicos da Diretoria de Fiscalização da Administração Estadual (DFAE) do TCE-PI constatou a contratação de serviços sem necessidade e que os gastos com temporários cresceu 85% entre 2015 e 2018 aumentando de R$ 4,3 milhões para R$ 8 milhões.

sob pena de multa diária de 1 mil UFRs-PI (Unidade Fiscal de Referência Fiscal do Piauí), o equivalente a pouco mais de R$ 3 mil. O prazo é improrrogável. O processo originou-se de auditoria realizada pela Dfae (Diretoria de Fiscalização da Administração Estadual) do TCE-PI, para avaliar a qualidade dos serviços prestados pela Maternidade e verificar a regularidade da execução dos contratos de fornecimento de bens e serviços e das admissões de pessoal, inclusive temporários e contratados.

Segundo o conselheiro-substituto Alisson Araújo, a auditoria mostrou “um quadro calamitoso, uma vez que a maternidade apresenta taxas de mortalidade infantil que correspondem a quase o triplo da média nacional e déficits financeiros mensais que superam a cifra de R$ 1.300.000,00 (Um milhão e trezentos mil reais)”. Segundo o relatório da auditoria, as despesas com prestadores de serviço da instituição aumentaram, mais de 85% no período de 2015 a 2017, “passando de R$ 4.354.447,98 (Quatro milhões trezentos e cinquenta e quatro mil quatrocentos e quarenta e sete reais e noventa e oito centavos) para R$ 8.069.092,20 (Oito milhões sessenta e nove mil noventa e dois reais e vinte centavos)”.

O conselheiro Alisson Araújo diz no relatório do processo que as informações levantadas na auditoria apontam a “contratação desmesurada de prestadores de serviços, com a consequente elevação das despesas da unidade hospitalar, pagamento de prestadores de serviços à margem da folha de pagamento, classificação incorreta das despesas com prestadores de serviço e ausência de implementação de ponto eletrônico”. Segundo ele, “a manutenção do atual cenário econômico deficitário impede a instituição hospitalar de prestar serviços condizentes com as necessidades da população, ocasionando risco de elevação dos índices de mortalidade até então apresentados”.

Além do afastamento dos servidores, o TCE-PI determina ainda que a direção da Maternidade instale ponto eletrônico biométrico e se abstenha-se, a partir de julho de 2018, de efetuar pagamentos aos servidores efetivos, comissionados, temporários e aos contratados que não comprovem o cumprimento da jornada de trabalho por meio do ponto eletrônico e de realizar pagamentos de parcelas remuneratórias de qualquer natureza a servidores efetivos, comissionados ou temporários por meio exclusivamente de nota de empenho, à margem da folha de pagamento.

A maternidade divulgou nota:

Sobre a decisão do Tribunal de Contas do Estado, visando o afastamento de servidores ( as) dos setores administrativos contratados em regime temporário, a diretoria da Maternidade dona Evangelina Rosa (MDER) esclarece que tomou conhecimento do fato através da imprensa e ainda não foi notificada oficialmente. Assim que isso ocorrer, irá procurar a melhor maneira de atender a determinação do TCE, e, ao mesmo tempo solicitar junto ao Tribunal uma maneira de reconsideração, já a Casa não pode deixar de dispor desses (as) colaboradores (as) sem que o trabalho da Instituição seja comprometido.


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