Geral

Estudantes protestam em audiência pública e cobram estrutura

estrutura protestos uespi alunos
Fonte: assessoria 16/05/2014 06:10 - Atualizado em 11/10/2016 17:51
Estudantes da Universidade Estadual do Piauí aproveitaram a realização de audiência pública promovida pelo Ministério Público, nesta quinta-feira (15), para protestar contra a falta de estrutura da instituição. Os estudantes chegaram a virar as costas para o representante do Governo do Estado, o procurador Diêgo Moreira, durante seu pronunciamento.



“É tanta covardia que representantes são enviados para uma audiência dessa magnitude. O governador não tem a delicadeza de sair da sua cadeira confortável para debater problemas da sociedade”, gritou a estudante de pedagogia do Campus Professor Antônio Geovanni de Piripiri, Natanaela Denise.



Dentre outros problemas, os alunos reclamaram de aulas atrasadas, falta de professores e número crescente de greves. Em Uruçuí, segundo o estudante de Engenharia Agronômica Kinno Cerqueira, os próprios alunos estão em greve por falta de estrutura no campus.



“No dia 24 de abril, nós, alunos, trancamos a porta do campus de Uruçuí e guardamos a chave. Desde esse dia ninguém entra nem sai. Só vamos parar quando essa situação dos professores for resolvida. Não há o que fazer lá: são 300 alunos para quatro professores efetivos e 28 disciplinas sem serem ministradas”, desabafa Kinno Cerqueira.



A audiência solicitada pelo Ministério Público visava adequar a situação dos professores efetivos e temporários da Uespi. Atualmente, a instituição possui 1.527 professores, sendo 615 temporários, o que corresponde cerca de 40% do número de docentes. No entanto, a partir de 1º de julho de 2014, esse percentual não poderá ser maior que 30%, como determina a Lei Complementar n° 124/2009.



“A crise de hoje da Uespi foi anunciada há muito tempo pelo Ministério Público, quando mostramos matematicamente o baixo número de professores e cobramos providências efetivas do Governo”, fala o promotor Fernando Santos.



O professor Daniel Sólon, em seu pronunciamento, cobrou organização e planejamento por parte do Governo do Estado para que a situação da Uespi seja resolvida. “A lei que determina a porcentagem de professores efetivos e temporários da Uespi foi aprovada em 2009. Passaram-se cinco anos e nada foi feito. Agora a Uespi está desamparada, com a ameaça de cancelamento de 401 disciplinas”, diz o professor.



Ao final da audiência pública, ficou acertado um novo levantamento sobre o número de professores efetivos necessários para a UESPI, uma vez que o último balanço foi feito em 2012; e ainda uma reunião com o secretário estadual de Administração para a próxima segunda-feira (19) a fim de que seja discutida a nomeação dos professores efetivos aprovados no último concurso, mas ainda não foram chamados.



“Há poucos dias o Governo anunciou a contratação de mais de 60 professores temporários. Isso vai contra o que estamos pleiteando. A Uespi precisa de professores efetivos para que se adeque à legislação”, finaliza o promotor Fernando Santos.

Comentários

Matérias Relacionadas