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Estado Islâmico mantém cerca de mil combatentes no centro da Líbia

O braço líbio do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) ainda conta com pelo menos mil homens armados de diversas nacionalidades no centro da Líbia
Fonte: Agência Brasil | Editor: Redação 30/08/2017 13:05
Estado Islâmico Estado IslâmicoFoto: Portal Conservador

O braço líbio do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) ainda conta com pelo menos mil homens armados de diversas nacionalidades no centro da Líbia, declarou nesta quarta-feira (30) o general Mohammed al Ghosari, porta-voz da aliança de milícias de Misrata, que liberou a cidade líbia de Sirte.

O oficial descartou no entanto, em declarações à imprensa, a realização de uma operação bélica contra o EI nas posições recuperadas no sul da cidade. "Esta região fica fora da jurisdição das nossas forças. A nossa missão se limita a garantir a segurança no território entre Sirte e Misrata", comentou.

Essas declarações ocorrem apenas dois dias após a agência Amaq, órgão de propaganda do EI, divulgar um vídeo que mostra como o braço líbio do grupo criou novos postos de controle em uma estrada que liga o oásis de Kufra e a cidade costeira de Abuqrim, situada entre Sirte e Misrata.

Representantes militares locais e analistas internacionais advertem que o braço líbio do EI conseguiu se reorganizar no centro-norte da Líbia apenas nove meses após ser expulso de Sirte. Este ressurgimento levou as Bunyan al Marsous, forças próximas ao governo de unidade sustentado pela ONU em Trípoli e comandadas pela cidade de Misrata, a decretarem estado de alerta máximo no final de julho.

Essas forças acusam o general Khalifa Hafter - apoiado pela Rússia, Egito e Emirados Árabes - de se eximir do problema na região e utilizar a ameaça do Estado Islâmico para seus propósitos políticos, como ocorreu durante o cerco a Sirte.

O general, um ex-integrante da cúpula militar que levou Muammar Kaddafi ao poder e que anos depois, recrutado pela CIA, se tornou o principal opositor do regime no seu exílio nos Estados Unidos, não tomou parte na operação de reconquista de Sirte. No entanto, ele aproveitou os bombardeios americanos e o avanço das tropas de Misrata para tomar os portos vizinhos de Sidra e Ras Lanuf, vitais para a exploração da indústria petroleira da Líbia.

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