Economia

Entidade denuncia provável indiciamento de 10 mil mulheres pela prátic

Piauí Hoje

Quinta - 10/04/2008 às 03:04



O Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfêmea) entregou ontem (9) um documento Subcomissão Permanente em Defesa da Mulher do Senado com a denúncia de que em Mato Grosso do Sul cerca de 10 mil mulheres estão sendo chamadas para depor na polícia porque praticaram aborto entre 1999 e 2001. Segundo o documento, essas mulheres correm o risco de serem qualificadas e levadas a julgamento depois que a clínica na qual praticaram aborto ilegal foi fechada e seus prontuários médicos foram apreendidos pela polícia. Essas informações confidenciais e protegidas por lei em determinado momento chegaram a ser divulgadas e houve um movimento lá [Mato Grosso do Sul] para saber quem eram essas mulheres, disse Milena Calazans de Matos, assessora técnica para direitos humanos do Cfêmea. O contexto mostra o nítido uso político da legislação punitiva para criminalizar as mulheres num momento em que o tema está em discussão na sociedade e no Congresso Nacional, diz um trecho do documento, assinado pelo Movimento de Mulheres do Brasil. Desde que a clínica foi fechada em Campo Grande, em maio de 2007, 26 pessoas já foram julgadas entre funcionários e mulheres passaram pelo procedimento, segundo o Cfêmea. A Subcomissão de Direitos das Mulheres se reuniu ontem (9) para debater com representantes das principais entidades feministas do país, o tráfico de mulheres, o combate violência doméstica e a situação das carceragens para mulheres.

Fonte: Agência Brasil

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