Política

Enchentes ameaçam 15 mil pessoas em 11 municípios

Ministério Público vai cobrar responsabilidades pelos prejuízos na Barragem do Bezerro
Fonte: Paulo Pincel | Editor: Alinny Maria 11/04/2018 17:20
A água está sendo escoada para evitar o rompimento da barragem em José de Freitas A água está sendo escoada para evitar o rompimento da barragem em José de FreitasFoto: Saraiva Repórter

O Governo do Piauí está assistindo com ações emergenciais cerca de 15 mil pessoas que residem em áreas de risco de inundação em José de Freitas, Cabeceiras, Barras, Batalha, Esperantina, Joca Marques, Lagoa Alegre, Madeiro, Luzilândia, Campo Maior e Pimenteiras. O Ministério da Integração Nacional também auxilia nas ações assistenciais às famílias nessas cidades, que também passaram a receber apoio de equipes do Exército e de vários ´rogãos do Estado e das prefeituras.

Em José de Freitas, o nível da Barragem do Bezerro diminuiu cerca de 60 cm e o risco de rompimento é mínimo, segundo oo Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi), órgão responsável pelo monitoramento e manutenção do reservatório. De acordo com o Idepi, o trabalho feito na parede da barragem foi fundamental para a diminuição do volume de água na represa.

"A situação atual não apresenta mais o risco de rompimento, isso se deu como resultado da ação emergencial executada pelo Idepi. Vamos continuar com equipe monitorando e executando trabalhos de restauração. A barragem continua sobre monitoramento por mais algum período. As pessoas devem continuar seguindo às orientações da Defesa Civil e dos Bombeiros”, explicou o diretor do Idepi, Geraldo Magela.

Roubo

O Ministério Público do Piauí vai investigar o roubo de 100 carradas de pedras da parede de conteção da barragem, além da ocupação ilegal de áreas no entorno do reservatório. Os órgãos responsáveis pela barragem vão ser notificados sobre as irregularidades verificadas e que providências foram adotadas.

"Nós tomamos conhecimento de que um policial postou em uma rede social que teria prendido um suspeito num caminhão. Isso depois de 5 anos. Vamos verificar exatamente o que foi que aconteceu. Primeiro nós vamos abrir uma investigação. Vamos notificar esse policial para saber quem foi e por que o inquérito não chegou ao Ministério Público, se é que foi aberto. Essa informação do roubo de pedras tem uns 5 anos. Com o problema que aconteceu agora, esse policial postou nas redes sociais que tinha prendido uma pessoa com um caminhão e tinha levado para a delegacia. Ele declarou agora e a prisão teria ocorrido em 2012. Vamos notificar para ele prestar esclarecimentos", explicou o promotor de Justiça Flávio Teixeira.

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